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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Fincor in Funds People

'RESEARCH'

“Equipa de ‘research’ passou a ser fundamental na estratégia de crescimento”

No grupo Patris Investimentos, objectivo é que esta área continue a crescer, tanto na análise de empresas como de outro tipo de activos.
Acompanhando a estratégia de crescimento dos últimos anos, a Patris Investimentos criou um departamento de ‘research’, que produz análises macro, de empresas e sobre ideias de investimento, nomeadamente para clientes internacionais, devendo agora o processo de expansão passar por relatórios sobre mais empresas e activos como obrigações e ETFs.
 
Pedro Pereira Coutinho, administrador da Fincor e da Patris, afirma que “a criação de uma equipa de ‘research’ passou a ser fundamental na estratégia de crescimento”. Independente das outras áreas do grupo, tem como principalmente objectivo a “transmissão de ideias e de geração de valor acrescentado para o cliente, através da especialização dos analistas e do seu conhecimento das empresas e dos mercados financeiros”, referiu, em declarações à Funds People Portugal.
Actualmente são produzidos três tipos de relatórios distintos: ‘research’ macroeconómico global e local, ‘research’ fundamental de empresas nacionais e ideias de investimento globais. “Os clientes, nomeadamente internacionais, procuram muitas informações sobre o ambiente macroeconómico e político do país” e, ainda, “saber o impacto das diferentes medidas que têm vindo a ser tomadas nas acções e obrigações de empresas e da república”, refere Pedro Pereira Coutinho. A nível global, adianta, os clientes procuram ideias com base em avaliação fundamental, ‘momentum’ e avaliação relativa.
A área de ‘research’ da Patris Investimentos conta actualmente com quatro pessoas, “mas é possível que venha a expandir-se, para cumprir os objectivos de crescimento”. Em termos de trabalho produzido “deverá continuar a desenvolver as suas capacidades de análise de empresas, nomeadamente, nacionais” e, adicionalmente, “procurar utilizar o seu conhecimento de mercados globais e de empresas para avaliar outro tipo de activos, como obrigações e ETFs”, adianta Pedro Pereira Coutinho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FINCOR-1º Lugar ranking da CMVM - recepção de ordens por conta de outrem

A Fincor Sociedade Corretora, S.A., ficou em 1º Lugar ranking da CMVM - recepção de ordens por conta de outrem, em Julho de 2012, relativo a recepção de ordens por conta de outrem, publicado pela CMVM.




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Taxa sobre as Transações Financeiras no Mercado Bolsista Francês


Aos nossos clientes

Como deve ser já do seu conhecimento, as autoridades tributárias francesas irão começar a cobrar uma Taxa sobre as Transações Financeiras (TTF), com efeitos a partir de 1 de Agosto de 2012. Apesar de uma parte substancial dos detalhes sobre o novo regime ainda estar em fase de aprovação e correspondente confirmação, não queremos, no entanto, deixar de trazer ao seu conhecimento aquilo que já está definido atualmente.
A TTF será cobrada nas operações de compra, onde a aquisição represente numa mudança efetiva de titularidade (Art.º L211-17 do Código Financeiro e Monetário Francês) de ações de empresas com sede social em território francês e cuja capitalização bolsista fosse superior a 1 000 milhões de euros no dia 1 de Janeiro do ano fiscal em curso.

As autoridades francesas deverão publicar uma listagem das empresas cujas ações estejam sujeitas à referida taxa antes do dia 1 de Agosto de 2012 e irão disponibilizar uma listagem atualizada até ao dia 1 de Janeiro de cada ano subsequente.

As operações relacionadas com o exercício de contratos de produtos derivados, nomeadamente Futuros, Opções e Warrants, também estarão sujeitas à aplicação da TTF.

A TTF será sempre aplicada, independentemente da operação ocorrer ou não em bolsa.

A taxa será entre 10 e 30 pontos básicos (0,1% a 0,3%), dependendo da legislação, que incidirá sobre o valor bruto da operação. A esse respeito foi ainda anunciado pelas autoridades francesas no passado dia 4 de Julho, que a taxa a aplicar durante o ano de 2012 será de 20 pontos básicos (0,2%), no entanto falta ainda a ratificação por parte do parlamento francês.


Investidores que comprem e vendam ações no mesmo dia terão a possibilidade de fazer o tratamento das suas operações com base na sua posição líquida diária e será essa posição que estará sujeita à TTF. No entanto informações não oficiais provenientes do mercado francês sugerem que a taxa será cobrada pela totalidade das compras, sendo que ficará a cargo do sujeito passivo fazer posteriormente a reclamação do valor descontado pelas vendas.

Outras formas de representação de títulos relacionadas ações e nomeadamente os American Depositary Receipts, vulgarmente conhecidos por ADR’s, também estarão sujeitas à TTF (de notar porém que os German Depositary Receipts, ou GDR’s, não foram referidos na atual legislação). Saliente-se que este ponto ainda está a ser debatido entre as diversas associações profissionais do setor financeiro e as autoridades francesas competentes.

Diversas exceções estão a ser consideradas, que incluem acordos de liquidez ou criação de mercado (market making), operações para cobertura de risco (hedging), ou atividades de empréstimos de títulos.

Tanto quanto sabemos a lista final irá estar disponível apenas a 1 de Dezembro de 2012.
Caso lhe surja alguma questão relacionada com este assunto, não hesite em contactar-nos.
Se existir alguma alteração relevante, voltaremos a entrar em contacto consigo.

Com os melhores cumprimentos, 

FINCOR – Sociedade Corretora, SA

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FINCOR in VIDA ECONÓMICA


Junho novamente marcado por instabilidade

O mês de Junho deverá ser novamente marcado por um ambiente de instabilidade macroeconómico na Europa e nos EUA. No caso Europeu, destaque para as eleições na Grécia que poderão ditar uma saída do país da Zona Euro, e para a crise do sector bancário em Espanha. Nos EUA, depois do forte abrandamento verificado nos dados macroeconómicos do último mês, aumenta o risco da economia mundial ter entrado numa fase de estagnação, o que aumenta a relevância dos dados divulgados durante o mês. Enquanto os principais riscos existentes nos mercados financeiros não se dissiparem, adoptaremos uma postura conservadora de investimento, focada  preferencialmente em acções com uma grande exposição a países emergentes, obrigações de Blue Chips de países periféricos com um baixo potencial de risco e um elevado retorno.

Com base nesta perspectiva, desenhámos duas carteiras de investimento orientadas para dois perfis de risco distintos, um conservador e um agressivo. É importante sublinhar que em ambos os casos, a carteira está bastante diversificada por classes e tipos de activos e por regiões de investimento.

Em obrigações, escolhemos o Fundo da PIMCO devido à sua exposição a dívida de mercados emergentes, e continuámos a apostar em dívida de blue chips portuguesas com elevadas taxas de retorno como é o caso dos títulos de dívida da EDP e da Portugal Telecom. Continuámos assim afastados da dívida soberana de países periféricos pelo seu elevado risco inerente, e pelo baixo retorno oferecido por países como a Alemanha, EUA ou Suíça.

Depois das recentes quedas, vamos investir no petróleo, acreditando que a estabilização económica e o início do embargo que será feito ao Irão na importação de petróleo pela União Europeia a partir de dia 1 de Julho, trará pressão de subida do preço. Acreditamos também que o dólar manterá a sua valorização face ao Euro, com as incertezas relativamente à moeda única a manterem-se no centro das atenções dos investidores dadas as crises grega e do sector financeiro espanhol.

Estaremos também presentes em volatilidade, através do VIX, uma vez que acreditamos que esta se manterá em patamares elevados devido aos já referidos riscos de mercado.

Em acções, escolhemos estar investidos em empresas com um baixo Beta relativamente aos principais índices Europeus, e com uma elevada exposição a mercados emergentes. Continuamos posicionados no Brasil, depois do Banco Central do país ter cortado a Selic de 9% para 8,5%. Destaque para a escolha da Zon, uma vez que os seus activos se encontram altamente desvalorizados pelo mercado, e pelo potencial de um prémio por uma aquisição ou das sinergias que possam surgir com uma possível fusão com outra empresa do mesmo ramo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

FINCOR IN VIDA ECONÓMICA


Grécia, e Agora?

A Grécia entrou recentemente num novo patamar da crise com a paralisação política a que assistimos, com a impossibilidade de formar um novo governo após as eleições de 6 de Maio. O presidente convocou novas eleições para 17 de Junho e as sondagens dão uma possível vitória ao partido da esquerda radical, o Syriza. A posição anti-troika já anunciada por parte do Syriza pode desencadear uma teia de acontecimentos de desfecho imprevisível e que pode culminar com a saída da Grécia da Zona Euro.

Que consequências teriam a saída da Grécia da Zona Euro para o país e restantes estados membros?

Embora politicamente o processo de saída não seja linear nem simples, as consequências que o país enfrentaria são relativamente consensuais. Segundo o FMI, o PIB Grego cairia 10% no primeiro ano após a saída do Euro e a respectiva moeda depreciaria na ordem dos 50%. Assistiríamos a um processo rápido de empobrecimento do país e uma degradação forte da qualidade de vida da sua população.
Para os restantes países da Zona Euro as consequências também se esperariam muito violentas. O inevitável incumprimento das obrigações por parte da Grécia teria custos muito elevados para os restantes países da Zona Euro. A restruturação parcial ou total da dívida Grega, pública e privada, teria consequências arrasadoras para um sistema bancário Europeu já muito debilitado. O Contágio da saída da Grécia estender-se-ia também ao mercado obrigacionista de outros países e respectivos sectores financeiros, onde poderíamos assistir a uma fuga de depósitos. Uma eventual corrida aos bancos é difícil de prever uma vez que os depositantes europeus podem olhar para a Grécia como um caso isolado, mas se acontecer poderia ter consequências devastadoras para o sector. Quais os países mais expostos a este cenário? Claramente, Portugal, Irlanda e Espanha. Que medidas poderiam ser tomadas para evitar o colapso do sector financeiro? O BCE teria de intervir rapidamente no sector. Não sendo possível ao BCE ter posições no capital dos Bancos, a medida mais popular seria a criação de uma linha de liquidez ou de garantia de depósitos replicando o Modelo utilizado na Suécia nos anos 90. Claro que isto seria mais um enorme passo na integração europeia com fortes consequências políticas e, como tal, difícil de implementar em tempo útil. Isto permitiria aos bancos manterem o seu balanço sustentável apesar da corrida aos depósitos, no entanto, se actualmente a torneira do crédito já se encontra a conta-gotas, neste cenário, ficaria selada. Outra alternativa seria o congelamento dos depósitos, que teria o mérito de salvar os bancos mas que poderia ser fatal para a economia, tal como o foi no caso da Argentina.

E agora? 
Como podemos concluir facilmente, não é do interesse da União Europeia a saída da Grécia da Zona Euro. Também não é do interesse do povo grego, dadas as consequências que vimos anteriormente. Na última semana, uma sondagem efectuada no país revelou que 80% dos gregos continua a ser favorável á manutenção do país na Zona euro. Resta-nos acompanhar de perto os desenvolvimentos da situação. O mês de Junho será, certamente, determinante em novos desenvolvimentos. 


http://www.slideshare.net/Fincor/fincor-in-ve-artigo-opinio-250512