terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Comentário sobre o Deutsche Bank

Envio um comentário sobre o Deutsche Bank.

 

·         O Deutsche Bank é um dos principais bancos de investimento na Europa;

·         Os resultados do 3º trimestre de 2012 mostraram uma boa performance;

·         O banco continua a implementar o seu programa de reestruturação. Alguns objectivos poderão até revelar-se demasiado ambiciosos;

·         A correcta execução do seu plano de reestruturação poderá ser um suporte decisivo para o preço do título. O Deutsche Bank transacciona a desconto (em termos de P/BV) quando comparado com a UBS e o Credit Suisse, os dois principais comparáveis do Deutsche Bank na Europa. Os rácios de capital representam contudo uma importante preocupação dos investidores;

·         Os rácios de capital do banco não são dos mais confortáveis no sector europeu. A margem para absorver custos adicionais ou alterações na regulação não é significativa. O dividendo actual poderá estar inclusivamente em risco.
 

·         Desde o seu máximo de Novembro 2012 (junto dos 36 euros), o título tem apresentado um período de consolidação;

·         No curto prazo, a continuação do período de consolidação é possível, com um ponto de atracção definido na média móvel de 200 dias (30.91 euros);

·         Os indicadores técnicos dos ciclos diário e semanal estão a aliviar do seu anterior “overbought”;

·         Este processo parece estar a criar as condições necessárias para um novo período de subida. Objectivos definidos nos 36.24 euros e nos 38.47 euros.

Outlook 2013

http://www.slideshare.net/Fincor/outlook-2013-welcome-to-the-qe-planet?from=share_email

Perspectivas para 2013 - Bem-Vindos ao Planeta Quantitative Easing

 Segue em anexo a nota referente às perspectivas para 2013 da FINCOR-Sociedade Corretora, S.A.,

 
Perspectivas globais: Bem-Vindos ao Planeta Quantitative Easing

 

Sumário:

 

·         Perspectivas Macroeconómicas são positivas, com o crescimento real do PIB para 2013 a ser esperado próximo do valor de 2012. As recentes medidas do Banco Central Europeu ajudaram a conter a crise na Europa;

·         Os Bancos Centrais têm feito o seu papel e 2013 deverá ficar marcado pelas políticas de Quantitative easing. Estas poderão continuar a ter um efeito positivo nos mercados de acções, no imobiliário e nas matérias primas;

·         As yields soberanas de países desenvolvidos encontram-se a níveis muito baixos, o que deverá continuar a condicionar o retorno esperado nesta classe;

·         O prémio de risco exigido para investir nas acções continua a ser elevado. Tal poderá levar a que as acções tenham um melhor desempenho do que as obrigações em 2013.

 

Slides:

 

·         EUA: Sector Privado vs Sector Público - Crescimento de 2013 deverá ser semelhante a 2012, com o sector privado a compensar a queda no sector público. Se o Fiscal Cliff for resolvido esperamos uma recuperação no investimento;

·         EUA: As negociações em torno do Fiscal Cliff ainda estão em desenvolvimento - Um acordo sobre este assunto evitará que a economia do país entre em recessão no próximo ano. No entanto, algumas das medidas poderão expirar, pelo que o sector público deverá continuar a ter uma contribuição negativa para a evolução da economia dos EUA;

·         EUA: O Balanço do FED deverá continuar a expandir-se em 2013... depois de anunciado o QE3 e a substituição da Operação Twist. Foi também anunciado que a Reserva Federal irá manter as suas taxas de juro de referência aos actuais baixos níveis enquanto o desemprego estiver acima de 6,5% e as expectativas de inflação abaixo de 2,5%;

·         Zona-Euro: É esperada uma recuperação modesta para 2013 - Dados de Novembro mostram uma estabilização nos indicadores de sentimento. No entanto, os países periféricos como a Grécia, Espanha e Portugal deverão continuar em contracção durante 2013;

·         Zona Euro: O caminho para uma maior integração Europeia ainda é longo -  Já existe um compromisso para que o BCE supervisione o sector Bancário. Contudo, decisões sobre a União Fiscal e Económica só serão tomadas em Junho do próximo ano;

·         Zona Euro: Irá o BCE continuar com políticas de estímulo em 2013? - O BCE deixou em aberto um possível corte nas suas taxas de juro de referência. Mas, por agora, as atenções do Banco Central Europeu deverão manter-se concentradas no programa OMT;

·         Mercados Emergentes: Reformas estruturais são necessárias – Num contexto de fraco crescimento dos países desenvolvidos, reformas são necessárias nos países em vias de desenvolvimento, com o objectivo de aumentar o crescimento da procura doméstica;

·         Portugal: PIB deverá contrair pelo 3º ano consecutivo - Tal deverá ficar a dever-se à consolidação fiscal e ao processo de desalavancagem do sector financeiro;

·         Espanha: 2013 deverá ser um ano complicado - O País atravessa um conjunto de ajustamentos e alterações estruturais que são necessários para equilibrar as contas externas, reduzir as necessidades de financiamento externo e aumentar a competitividade do país;

·         Taxas de Juro nos EUA: Entre o risco do Fiscal Cliff e as políticas de estímulo por parte da Reserva Federal -  Em 2013, é esperado um aumento nas yields à medida que políticas de estímulo aumentam as perspectivas de crescimento no país;

·         Zona-Euro: Um ambiente de baixas taxas de juro – As maturidades mais curtas deverão ser ancoradas pelas baixas taxas de juro de referência do BCE. As maturidades mais longas deverão mostrar-se mais voláteis, reflexo de possíveis novos períodos de pressão sobre os países periféricos;

·         Portugal: Irá o prémio de risco atribuível ao país continuar a cair em 2013? - O país é suposto voltar aos mercados até Setembro de 2013 e alcançar autonomia financeira em meados de 2014. Irá Portugal conseguir?

·         Irá Espanha pedir mais apoio às autoridades Europeias em 2013? – Essa é ainda a expectativa dos mercados financeiros;

·         Dívida de empresas Investment Grade nos EUA -  Retornos mais modestos são esperados em 2013. Contudo, a procura de yield por parte dos investidores deverá continuar, num contexto de baixas taxas de juro;

·         Dívida de empresas Investment Grade na Zona Euro – Mercados periféricos vs. Mercados Core e Financeiras vs. Industriais deverão voltar a ser decisões importantes para o retorno esperado em 2013;

·         Dívida de empresas Investment Grade em Portugal: As decisões políticas e a acção do BCE deverão continuar a ser decisivos. O anúncio do programa OMT por parte do BCE foi positivo em termos de sentimento e bastante benéfico para a evolução da dívida de empresas Portuguesas;

·         Dívida de empresas Investment Grade na Espanha – A evolução da dívida soberana de Espanha será fundamental. Irá o país perder o seu rating Investment grade?

·         Dívida de Empresas High Yield nos EUA – A redução dos riscos na Zona-Euro, as políticas da Reserva Federal e e a procura de yields mais elevadas por parte dos investidores suportaram esta classe de activos em 2012;

·         Dívida de Empresas High Yield  na Zona Euro -  A procura tem suportado os preços, mas existem riscos… 2012 foi um ano positivo para estes títulos devido ao desempenho positivo dos títulos de países periféricos;

·         Mercados de Acções nos EUA – A resolução do Fiscal Cliff será fundamental. Os investidores deverão estar atentos à evolução dos resultados das empresas cotadas;

·         Mercados de Acções da Zona Euro: A intervenção do BCE revelou-se decisiva para tornar a região novamente investível. O Prémio de risco encontra-se ainda num nível elevado. Se o programa  OMT tiver sucesso poderemos ver uma queda neste prémio de risco;

·         Mercados Emergentes de Acções – A China deverá continuar a ser fundamental para a evolução dos Mercados Emergentes - É esperado uma aceleração do crescimento em 2013. As maiores preocupações encontram-se sobre o sector imobiliário na China e Brasil, nos défices da balança de transacções correntes da Índia e Turquia, e num possível aumento dos preços dos alimentos;

·         Mercado de Acções do Japão -  É esperado um ano positivo. Com a vitória do LDP são esperadas mais políticas de estímulo económico;

·         Mercado de Acções de Portugal - Serão novas quedas no prémio de risco do País indispensáveis para uma evolução positiva do mercado de acções? As receitas das empresas do PSI20 deverão crescer 4% em 2013, enquanto as margens EBITDA deverão manter-se inalteradas (ambos valores do consenso);

·         Mercado de Acções de Espanha – A escolha de acções deverá ser decisiva devido aos desafios macroeconómicos que o país atravessa;

·         Matérias-Primas – Esta classe de activos deverá manter-se suportada pelas medidas de Quantitative Easing. A nossa preferência vai para a área dos metais preciosos.

Newsletter Diária

Notícias de hoje

Segundo notícias de um jornal Britânico, Mario Monti irá revelar a sua posição face às eleições marcadas para o próximo ano nesta sexta-feira.

A Troika divulgou o seu relatório sobre a Grécia, salientando vários riscos às reformas que são necessárias ser implementadas, referindo que o sistema tributário está a falhar os seus objectivos e que o processo de privatizações está a ser desapontante.


Na Ásia, os principais encerraram positivos, com o Japão em destaque.

A marcar o dia de hoje…
 
Na Europa, os mercados deverão abrir positivos. Em Portugal, estaremos novamente atentos à Zon e Sonaecom. Segundo notícias de um jornal Português, Isabel dos Santos terá que pagar mais de 100 milhões de Euros à Sonaecom para ficar em paridade no veículo que irá ter uma participação na nova empresa. Serão publicados nos EUA a Balança de Transações Correntes e o Índice de Sentimento para os Empresários de Construção Residencial.
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Newsletter Diária

Notícias de hoje

A Moody's cortou o rating (depósitos de longo-prazo) da subsidiária do BCP na Polónia de Baa3 para Ba2.

Na Ásia, os principais Índices encerraram positivos depois do Índice HSBC da produção industrial na China ter aumentado mais do que o esperado.

A EDP anunciou ter vendido os ajustamentos tarifários relativos aos CMEC de 2010 no montante de 141 milhões de ano.
 
A marcar o dia de hoje…
 
Na Europa, os mercados deverão abrir positivos em reacção à decisão tomada ontem pelos Ministros das Finanças da Zona Euro relativamente à União Bancária e aos dados económicos vindos da China.
Durante a sessão estaremos atentos aos Índices PMI na Europa, com destaque para a França, Alemanha e Zona Euro, e à inflação e produção industrial nos EUA.
 
 
 
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Newsletter Diária

Notícias de hoje

Segundo as notícias divulgadas durante a noite, os Ministros das Finanças da União Europeia terão chegado a acordo para que o Banco Central Europeu supervisione o sector bancário a partir de 2014. O Parlamento Europeu concedeu também autorização para que Portugal e mais dez países avancem com a taxa Tobin, de 0,3% sobre transacções. Na Ásia, os principais Índices encerraram mistos, com fortes ganhos no Japão (após uma nova queda do Iene), enquanto os Índices Chineses voltaram a desapontar.

A marcar o dia de hoje…

Os mercados deverão abrir positivos quando terá hoje início a Cimeira Europeia que se irá prolongar até amanhã. Devermos estar atentos às vendas a retalho nos EUA.

A EDP e a China Three Gorges falharam o projecto de licensas eólicas que disputavam em Marrocos.

Segundo notícias divulgadas, a  Brisa, concessionária da A17 da qual a  Brisa tem 70%, irá deixar de cumprir com o seu serviço de dívida junto dos Bancos no próximo ano.
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Notícias de hoje

Na Ásia, os principais Índices encerraram positivos. Estes mercados não foram afectados pelas notícias quanto ao disparo de um míssil por parte da Coreia do Norte quando falta cerca de uma semana para as eleições na Coreia do Sul.


A Zon diz que está a pensar entregar uma proposta para concorrer ao concurso para o fornecimento do serviço universal. O Banif deverá avançar nos próximos dias com o seu processo de recapitalização após o tribunal do Funchal não ter dado seguimento à oposição da construtora Lisop à fusão entre o Banif SGPS e o Banif SA.

A marcar o dia de hoje…

Na Europa, os mercados abriram inalterados. A sessão de hoje deverá ficar marcada pela decisão da reunião do FED que teve inicío ontem e pelo discurso de Bernanke.

A EDP Renováveis anunciou que foi estabelecida uma estrutura de Project Finance para dois parques eólicos na Roménia, com um total de 57MW.

http://www.fincor.pt/uploadfiles/fincor/newsletters/newsletter1.pdf