quarta-feira, 18 de julho de 2012

NEWSLETTER DIÁRIA


Noticias de Hoje


O Ministro da Economia Espanhol declarou que o seu país não precisará 
de um resgate às finanças públicas, uma vez que o seu país tem crescido, 
ao contrário do que acontecia com os outros países que foram resgatados 
pela Zona Euro. Estas declarações vão contra as estimativas do Banco de 
Espanha de que o país contrairá 1,5% em 2012. O país emitiu durante a 
manhã  3,562 milhões de Euros em bilhetes do tesouro a 12 e 18 meses, 
tendo os custos de financiamento caído em ambas as emissões.
A Fitch reviu em alta o rating de viabilidade da Caixa Geral de Depósitos, BPI e BCP.
O HSBC cortou o preço-alvo do Grupo Jerónimo Martins de 16,5€ para 
16€. O título mantêm uma recomendação de “Overweight”.
Na Ásia os principais Índices encerraram negativos, depois de não terem 
sido anunciadas medidas adicionais de estímulo económico pelo Presidente do FED no discurso no Congresso dos EUA. 


A marcar o dia de hoje…


Na Europa os mercados deverão abrir positivos, animados pelos resultados das empresas publicados ontem nos EUA. O sector bancário em Portugal deverá estar hoje sobre destaque, quer pelos bons resultados publicados ontem pela Goldman Sachs e o State  Street, quer pelo aumento do rating a 3 bancos Portugueses pela Fitch.
Os eventos que deverão marcar a sessão são i) a emissão de 5 mil milhões de Euros em obrigações do tesouro a 2 anos pela Alemanha, quando o título se encontra a transaccionar actualmente com uma Yield negativa no mercado secundário ii) os dados económicos sobre o sector imobiliário nos EUA iii) a época de resultados no país, sendo que o destaque 
hoje recai sobre a Yum, Blackrock, Bank of America, Ebay e American Express.

http://www.patris.pt/uploadfiles/fincor/newsletters/newsletter1.pdf

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fincor in Diário Económico


José Sarmento, analista da Fincor, Responde a três perguntas do Diário Económico.

alerta para os riscos  dos mercados não estão apenas na Europa e defende um papel activo dos bancos centrais para dar ânimo ao mercados.


- Existe o risco deste Verão ser tão negativo para os mercados como o Verão passado?
O Risco existe sempre, mas é preciso ter em conta que em Agosto do ano passado as quedas dos mercados accionistas foram de elevada dimensão, em especial na europa no qual o mercado caiu 14%, pior mês desde a queda de Lehman Brothers. No mês de Agosto de 2011 instalou -se o pânico  nos mercados. Os sinais de desaceleração na actividade económica global, o corte de  rating  nos Estados Unidos pela S&P, o aumento do défice dos EUA, o agravar da crise da dívida soberana da zona do euro e a incapacidade de resposta dos líderes à gravidade da situação acabaram por justificar as fortes quedas registadas. Este Verão existem diversos riscos nas diferentes partes do mundo a que o investidor terá que estar atento e que poderão desencadear novamente um aumento significativo de aversão ao risco, nomeadamente, o agravar da crise da divida soberana Europeia, os maus resultados de empresas nos EUA e o agravar do estado de saúde da economia mundial.

- Quais os principais temas que irão atormentar os investidores nas próximas semanas?
Os investidores deverão estar particularmente atentos a 3 diferentes tipos de risco que poderão atormentar os investidores e originar quedas dos mercados. Na Europa, o destaque vai para a crise soberana e a sua evolução. Nesta região, os riscos para os investidores poderão surgir de distintas frentes, nomeadamente, Grécia, Portugal ou Itália. No entanto, deverá ser Espanha que merecerá lugar de destaque, com os investidores a monitorizar de muito perto o agravar de crise económica e necessidades do sector bancário que pode culminar com a formalização de um pedido de ajuda publico do país. Nos EUA, os investidores estarão atentos a: i) à reunião da reserva federal (FED) e à existência ou não de novas medidas de estimulo económico (QE3) e ii) à época de resultados das empresas do país que poderá ser a primeira a desiludir depois de vários trimestres com surpresas positivas. O abrandamento económico que se tem vindo a sentir nos países emergentes nomeadamente na China e no Brasil poderá ser também um factor de instabilidade dos mercados.

- O que terá de acontecer para os mercados terem um Agosto tranquilo este ano?
 A materialização ou não dos riscos anteriormente referidos serão decisivos para a rentabilidade dos mercados em Agosto. Assim, os principais factores que poderão trazer um agosto calmo serão: i) continuação de intervenção dos bancos centrais, quer pelo anuncio de novas medidas de estimulo (FED) quer corte de taxas (BCE); ii) época de resultados de empresas acima do esperado; iii) recuperação de indicadores macroeconómicos para níveis semelhantes aos do primeiro trimestre nas principais regiões, nomeadamente, EUA, China e Alemanha. A materialização de algum destes factores ou uma combinação dos mesmos trariam maior tranquilidade aos mercados e um potencial de retornos positivos aos mesmos.

NEWSLETTER DIÁRIA


Noticias de Hoje


O Citigroup apresentou um lucro de 2,95 mil milhões de Dólares no segundo trimestre deste ano, um valor acima do esperado pelo mercado. Os resultados do sector financeiro no país continuam a surpreender pela 
positiva, o que traz boas perspectivas para que os resultados que a Goldman Sachs irá publicar hoje surpreendam os analistas. Na Ásia os principais Índices encerraram positivos, na expectativa de que 
o Banco Central da China venha a introduzir novas medidas de estímulo à 
economia, e de que Ben Bernanke no discurso de hoje perante o Congresso dos EUA anuncie o QE3. A aumentar ainda mais a possibilidade de que 
o FED venha a intervir na economia, o Deutsche Bank e a Goldman Sachs 
reviram em baixa as suas perspectivas de crescimento em 2012 para o 
país. Bill Gross é mesmo da opinião de que os EUA se aproximam duma recessão.


A marcar o dia de hoje…


Na Europa os mercados deverão abrir positivos. Os acontecimentos que 
devem marcar o dia são i) o indicador de confiança ZEW da Alemanha ii) o 
discurso de Ben Bernanke perante o Congresso dos EUA iii) a inflação e a 
produção industrial no país iv) os resultados publicados pela Goldman 
Sachs, Coca-Cola, Intel, Yahoo e Johnson & Johnson.
O sector financeiro Europeu deverá abrir pressionado depois do corte do 
rating feito ontem ao sector Bancário Italiano pela Moody’s.
Tem início hoje a OPA à Brisa, com o preço de 2,76€ por acção.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA


SENTIMENTO NEGATIVO VERSUS MOMENTÚM POSITIVO.


ALERTAS: (MATÉRIAS PRIMAS: CRUDE, BRENT e GÁS NATURAL; MONETÁRIO: BUND; SECTORES DO STXE.600: Banks, Media e Aut & Part.; ÍNDICES: BEL.20"Bélgica" e SMI,20"Suíça"; COTADAS: ALTRI, EDP, GALP, J.MARTINS e REN.
   Terminámos uma semana volátil e preparamos-mos para a que entra. Desta vez, as principais matérias-primas, poderão dar um ar da sua graça, para bem de uns, e mal de outros...
      
   O OURO e a PRATA em gráficos diários, continuam inseridos numa pauta lateral á mais de 2 meses, por esse motivo, deveremos esperar para ver qual se perfura, se as resistências ou os suportes, para que assim se possa definir o próximo rumo destes dois metais.




   Para o mal dos que abastecem as suas viaturas para se deslocarem para o trabalho, mas para o bem dos que se posicionam altistas no mercado das commodities, mais propriamente no CRUDE ou BRENT, o aspecto técnico do Petróleo em gráficos diários é muito interessante. A figura que ambos desenvolvem, atribui um possível cenário com implicações altistas para estas duas matérias, e que no fundo não é mais que uma reversão de tendência de médio prazo, o que por enquanto, constitui apenas ressaltos cujo o primeiro objectivo, está no nível que corresponde á media de 200 períodos.

   O GÁS NATURAL, em gráfico semanal, poderá estar a desenvolver uma figura de duplo fundo. O crescente volume nos dias das compras, a acompanhar com as tendências altistas dos osciladores, dão fiabilidade á divergência do Indicador de Momentúm que entrou em cenário positivo. Já no gráfico diário, o preço luta com o nível dos 3 na sua cotação de preços, e que a proximidade que mantém á media de 200 períodos poderá  definir , com a superação desta, se realizou mínimos de vez, ou por outro lado continuará  a descer como já faz desde 2007/8.


   A BUND, poderá confirmar esta semana se a figura que ameaça em gráfico semanal se trata de um duplo topo ou não. Deveremos ter presente, que pese embora o volume de compras das três ultimas semanas seja decrescente, e alguns osciladores apresentem serias divergências baixistas, esta figura de reversão, só será confirmada com a perda do nível de 139,4 e cujo o objectivo estará na procura dos 133,9 pontos. A ser verdade, este activo dará alguma fiabilidade ás subidas das bolsas para o curto e médio prazo.


   São alguns os sectores que em gráficos semanais começam em dar alguns sinais positivos, principalmente do STXE-600. O sector dos automóveis e Peças, (SXAP - STXE 600 - AUT & PRT), depois de se apoiar na media móvel de 200 períodos, resolveu ressaltar e luta actualmente com a directriz baixista de médio prazo, superar esta, implicará maiores valorizações. É no entanto o sector dos Media, (SXMP - STXE 600 MEDIA) que dá sinais de anular a directriz baixista de muito longo prazo a que deu inicio em 2008. E foi á mês e meio que o sector da banca (SX7P - STXE 600 BANKS), desenvolveu uma envolvente altista com intenções de atribuir maiores valorizações do que as até agora produzidas, no entanto, ainda não anulou dita figura e o aspecto técnico demonstra que as intenções ainda se mantêm.


   Para os principais índices o aspecto técnico mantém-se inalterável. Desde inícios de Junho que o mercado constrói máximos e mínimos crescentes, é por esse motivo que não deveremos fazer muito eco das noticias negativas, pois são os gráficos e não estas, que marcam a tendência. Os gráficos diários do DOW JONES INDUSTRIAL, NASDAQ, S&P e RUSSEL, mostram que entre esta e a próxima semana deveríamos conquistar os máximos dos já registados no período deste verão e inícios do verão passado. De não ser assim, e vermos perdidos os níveis dos últimos mínimos da passada quinta-feira, que nestes índices corresponde á parte baixa da directriz altista de curto prazo, e ao nível da média móvel dos 200 períodos, correríamos o risco de ver desenvolvida uma figura com implicações baixistas que levariam estes índices a perder os mínimos de 1 de Junho e que anulariam as intenções do mercado de subir neste período estacionai. É igualmente importante referir que a vela desenvolvida nesta ultima sexta-feira é bastante consistente, sendo que menos consistente tem sido o volume negociado em quase todo o mundo, facto este , que nos diz que não deveremos baixar a guarda.

   No Japão, o índice NIKKEI ainda não replicou os movimentos dos mercados dos EUA. Resta saber se este segue antes a Europa, ou se vai por outro caminho e de forma mais independente.

   Na Europa todos os índices marcam máximos e mínimos crescentes, e que esta tendência altista de curto prazo que se deu  inicio a princípios de Junho ainda não se viu anulada. No entanto, os níveis importantes a vigiar, são o GAP altista deixado por quase todos estes índices a finais de Junho, e só o IBEX o fez esta semana que passou. Como diz a teoria de Dow, os índices devem confirmar-se entre si, é por este motivo que devemos ignorar este movimento do índice Espanhol. Para que devamos esquecer qualquer estratégia altista, deveremos ver perdidos estes níveis de GAP e os mínimos de 1 de Junho, até lá, por mais que nos contrariem os dados e as noticias, o mercado subirá.
   Não deixa de ser interessante verificar que temos duas Europas, a divisão é a media móvel do 200 períodos que a faz. Por cima desta temos o AEX, BEL, DAX, FTSE, SMI e OMX, e por baixo de dita media temos o CAC, EUROSTOXX, IBEX, MIB e PSI. Os Índices SMI.20 e BEL.20 poderão ter algo dizer como leitura do que os mercados poderão vir a fazer num futuro muito próximo. Encontram-se bastante perto da directriz baixista de longo prazo, e poderão não conseguir superá-la arrastando assim aos restantes índices europeus, ou por outro lado superar esta e dar mais força ás subidas que se avizinham.


   Para as cotadas do PSI.20 Português, existem vários destaques pela positiva, sendo que o que melhor aspecto apresenta vai para a GALP com possíveis intenções de se aproximar da média de 200 períodos. A REN tentará pela segunda vez este mês superar dita media depois de fazer o terceiro toque á directriz altista de curto prazo. A EDP tentará passar a barreira de resistência dos 2,00€ antigos mínimos de 2011. A ALTRI luta já com a media móvel dos 200 períodos que coincide com a directriz baixista de médio prazo. Por fim a JERÓNIMO MARTINS ameaça perder a referida e tão repetida media, e de o fazer, o cenário será bastante negativo para esta cotada.


         EM CONCLUSÃO: É em circunstâncias como estas que o mercado surpreende, quando alguns esperam o pior e um cenário idêntico ao do ano anterior em igual período, a teoria da opinião contrária prevalece. Por isso, o sentimento é negativo, confirma-se uma má noticia, e o mercado entra em momentúm positivo... Este no fundo é o que manda, pois indica a predisposição dos investidores.

Antevisão Semanal


Europa

 Estarão em destaque notícias sobre a crise da dívida soberana da região. De Espanha estaremos atentos a declarações vindas do Governo quanto a medidas adicionais que possam vir a ser tomadas para fazer face à crise. Deverão surgir novas notícias sobre uma possível renegociação dos termos da ajuda concedida à Grécia. Estaremos também atentos às minutas do Banco de Inglaterra, e a dados económicos a publicar na região, com destaque para os Indicadores de Confiança Zew na Alemanha, e inflação na Zona Euro.

EUA

Época de Resultados no país estará em destaque nas próximas três semanas, devido ao número e às empresas que o farão. Durante esta semana o sector Bancário estará sobre especial foco, uma vez que os principais Bancos do país como é o caso da Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America apresentam resultados.
Serão também publicados importantes dados económicos sobre as vendas de casas e vendas a retalho, e os Leading Indicators.
Da China estaremos atentos a novos desenvolvimentos sobre a possibilidade de que o seu Banco Central venha a intervir de novo na economia.

NEWSLETTER DIÁRIA


Noticias de Hoje


Angela Merkel disse que não irão ser discutidos alargamentos de prazos no 
resgate à Grécia, aumentando a instabilidade uma vez que o PrimeiroMinistro Grego já disse que pretende ver as condições de resgate ao seu país renegociadas.
A PT anunciou que irá aumentar a emissão de obrigações a retalho de 
250 milhões de Euros para 400 milhões de Euros. O título paga um cupão de 6,25% e tem uma maturidade de 4 anos.Na Ásia os principais Índices encerraram positivos, impulsionados pelos 
bons resultados publicados pelas empresas norte-americanas na sextafeira, e pelas declarações deste fim de semana do Primeiro-Ministro Chinês que vieram aumentar a possibilidade de que venham a ser introduzidas mais medidas de estímulo económico pelo seu Banco Central.


A marcar o dia de hoje…


Na Europa os Mercados deverão abrir positivos, impulsionados pelos EUA 
e pela China. Os acontecimentos que deverão marcar a sessão serão i) 
novas declarações de líderes Europeus, sobre um possível resgate do sector público Espanhol ou da renegociação das condições de empréstimo de países previamente resgatados ii) a inflação na Zona Euro, que será um indicador da margem de manobra do BCE para implementar novas medidas de estímulo económico iii) os dados económicos vindos dos EUA, com 
destaque para as vendas a retalho e os inventários de negócio, que nos 
indicarão o nível de actividade do país iv) os resultados do Citigroup, que 
se forem em linha com os da Wells Fargo e da JP Morgan poderão devolver mais confiança ao sector financeiro.

http://www.patris.pt/uploadfiles/fincor/newsletters/newsletter1.pdf