terça-feira, 19 de junho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA


   ÍNDICES:

   A vela envolvente de á duas semanas no S&P500, NASDAQ100, DOW JONES e FTSE100 não foi anulada, já se dizia que desde que não percamos 50% da mesma, teríamos a possibilidade de fortes ressaltos para os Índices. O destaque vai para o FTSE100, que ao servir de indicador adiantado na Europa, poderá estar a dar sinais positivos para os que optem somente para as subidas.
   Ainda na Europa, e em gráficos diários, interessante as divergências altistas que regista o PSI20. O EUROSTOXX50 e CAC40 desenvolvem uma figura que antecipa cenários de ressaltos, mas encontra-se a lutar com a directriz baixista de médio prazo. Já o DAX30 e o FTSE100 apresentam figuras distintas embora com as mesmas implicações altistas de curto prazo, a mais valia destes dois índices em relação aos anteriormente mencionados, nestes ainda existe uma margem de subida bem superior á do CAC e STOXX.
   No outro lado do atlântico, o Dow Jones está a ultrapassar o NASDAQ100 como indicador adiantado, pois todos os índices Norte Americanos desenvolvem a mesma figura de reversão para o curto prazo, mas o DOW antecipa-se e com volume, veremos como lida com a resistência que corresponde á directriz baixista de médio prazo.

INDICADORES:

   O VIX de volatilidade, corrobora com o comportamento dos índices, pois desenvolveu e confirmou uma figura de reversão para o curto prazo. Manter-se por baixo do nível de 21, dará consistência ás subidas dos mercados, no entanto, estas subidas poderão parar quando o VIX se apoie no nível 19.

  SECTORES EUROPEUS:

   Dos sectores que deram sinais de volta a semana anterior, quase todos foram fieis aos seus stop's não chegando a tocar este nível. No entanto existem sectores que á parte de não ameaçarem referidos níveis mantêm as suas subidas e solides no seu aspecto técnico, são eles o Sector dos MIDIA, RECURSOS BÁSICOS, SERVIÇOS FINANCEIROS e BANCA.

COTADAS:

   Por falar em Banca, o BES ainda mantém fiel a figura da semana passada, os mínimos alguma vez realizados, serão o nível de stop para o curto e médio prazo. Quanto á PORTUCEL, desenvolve uma figura de reversão, mas só com  superação dos máximos das últimas semanas se confirma tal cenário.

  MATÉRIAS PRIMAS:

   Para esta semana, o destaque vai para  o CACAU e a FARINHA de SOJA, ambos realizam figuras de reversão, embora o COCOA num sentido e o SOYBEAN MEAL em outro.

  PARES DE DIVISAS:

   Os pares EUR/HUF, EUR/PLN, USD/HUF, USD/MXN, USD/PLN, NZD/USD e AUD/USD, mantêm  fieis as figuras envolventes realizadas a semana passada. No entanto, o destaque esta semana terá que estar no EURO, que a guiarmo-nos pelo índice do Dólar, antecipa ressaltos para a moeda europeia e correcções para o bilhete verde.




NEWSLETTER DIÁRIA


Na Ásia os principais Índices encerraram negativos.
A OCDE é da opinião de que o BCE deveria intervir nos mercados, com-prando obrigações de países sobre pressão e baixando as taxas de juro de referência.
O Citibank emitiu uma nota de research, onde atribuiu uma probabilidade de 50% a 75% da Grécia vir a abandonar a Zona Euro.
A Goldman Sachs alterou o preço-alvo da EDP de 3€ para 2,70€, com a recomendação a passar de “Buy-Attractive” para “Neutral-Attractive”.
Danone anuncia queda na margem de lucro em 0,5% para 2012 devido a redução de vendas no Sul da Europa e aumento do preço das matérias primas.


A marcar o dia de hoje…


Na Europa os Mercados deverão abrir mistos, pressionados pelas notí-cias vindas de Espanha e o impasse quanto à Grécia para formar um Go-verno.
Continuam as negociações do Nova Democracia para formar Governo na Grécia, sendo que até ao momento ainda não foi possível chegar a uma solução. O impasse deve-se ao PASOK só aceitar formar governo em conjunto com o Syriza e o Esquerda Radical.
Continua hoje a cimeira do G20.
Destaque para o Índice de confiança, ZEW, a publicar na Alemanha e Zo-na Euro, e a construção de casas nos EUA.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

ANTEVISÃO SEMANAL




Ganhou o Nova Democracia. E agora, o que acontecerá?

O Nova Democracia conquistou 129 assentos no Parlamento, insuficientes para formar uma maioria Parlamentar. O PASOK disse que só estará presente num governo de Unidade Nacional. Continua o impasse no país.

- A formação de um governo maioritário de direita será o cenário mais positivo para o mercado no curto prazo.
- Probabilidade de Saída da Grécia do euro reduz-se significativamente

Mas… Problemas estruturais do país e da União Europeia não desaparecem.

- Reacção deverá ser positiva do mercado e do Euro.
- Alguma da incerteza fica reduzida. Foco dos investidores será nas taxas de juro em Espanha.

Europa :

- O que acontecerá na Grécia depois das eleições? Conseguirá o ND formar governo?
- Dia 21 de Junho serão publicados resultados quanto à auditoria à Banca Espanhola
- Bella Italia, come stai?

Destaque para os dados económicos a publicar em Espanha sobre o sector imobiliário, em Itália para o sector industrial, na Alemanha para os Índices de Confiança Zew, e na Zona Euro para os Índices PMI.

EUA

Destaque  para os dados sobre os subsídios de desemprego e os Leading Indicators. Poderá também ser cortada a taxa de juro de referência ou avançadas novas medidas de estímulo económico no país.
Reunião do G20 é realizada hoje, onde se espera que seja aumentado o Fundo de Resgate do FMI dos actuais 430 mil milhões de Dólares



Análise do par de divisas EUR/USD


Como anteriormente referimos o par eurusd tem vindo a movimentar--‐se numa range bastante estreita, podendo essa range ser quebrada de forma clara em qualquer dos sentidos.
Identificamos, para além da questão grega, os seguintes fundamentais com implicações
Relevantes neste para curto/médio prazo:

Cotação em sentido ascendente:

- Na sequência da próxima reunião do Comité (FOMC) da Fed haver uma referência explícita à necessidade de lançar o QE3.
- Reactivação da compra massiva e em larga escala de divida soberana pelo BCE (relançamento do SMP)

Cotação em sentido descendente:

- A Fed, mesmo que implicitamente, indicar aos mercados a não necessidade de QE3
- Crescimento do PIB dos USA apresentar valores significativamente







NEWSLETTER DIÁRIA



A marcar o dia de hoje…
As eleições da Grécia deverão marcar o dia de hoje nos mercados. Mercados deverão abrir em forte subida com a redução da probabilidade de
saída da Grécia na Zona Euro.
A Reunião do G20 onde o tema em destaque será o aumento do Fundo de
Resgate do FMI, que se encontra presentemente em 430 mil milhões de
Dólares.
Emissão de bilhetes do tesouro por parte da França a 35, 84, 161 e 343
dias, pretendendo-se emitir 8,7 mil milhões de Euros.


Noticias de Hoje
O Nova Democracia venceu as eleições na Grécia, com 29,66% dos votos,
o que lhe dá 129 lugares no Parlamento. Em segundo ficou o Syriza com
26,89% e com 71 assentos Parlamentares. Em terceiro lugar ficaram os
Socialistas do PASOK  com 12,88% dos votos e 33 assentos no Parlamento. Falta agora uma acordo entre partidos para que se chegue a uma maioria parlamentar para governar,. O Syriza rejeitou a   hipótese de se aliar
com o Nova Democracia e o PASOK.
Na Ásia os principais Índices encerraram positivos, depois dos resultados
das eleições na Grécia.
O euro encontra-se também a valorizar face ao dólar


sexta-feira, 15 de junho de 2012

FINCOR in VIDA ECONÓMICA


Junho novamente marcado por instabilidade

O mês de Junho deverá ser novamente marcado por um ambiente de instabilidade macroeconómico na Europa e nos EUA. No caso Europeu, destaque para as eleições na Grécia que poderão ditar uma saída do país da Zona Euro, e para a crise do sector bancário em Espanha. Nos EUA, depois do forte abrandamento verificado nos dados macroeconómicos do último mês, aumenta o risco da economia mundial ter entrado numa fase de estagnação, o que aumenta a relevância dos dados divulgados durante o mês. Enquanto os principais riscos existentes nos mercados financeiros não se dissiparem, adoptaremos uma postura conservadora de investimento, focada  preferencialmente em acções com uma grande exposição a países emergentes, obrigações de Blue Chips de países periféricos com um baixo potencial de risco e um elevado retorno.

Com base nesta perspectiva, desenhámos duas carteiras de investimento orientadas para dois perfis de risco distintos, um conservador e um agressivo. É importante sublinhar que em ambos os casos, a carteira está bastante diversificada por classes e tipos de activos e por regiões de investimento.

Em obrigações, escolhemos o Fundo da PIMCO devido à sua exposição a dívida de mercados emergentes, e continuámos a apostar em dívida de blue chips portuguesas com elevadas taxas de retorno como é o caso dos títulos de dívida da EDP e da Portugal Telecom. Continuámos assim afastados da dívida soberana de países periféricos pelo seu elevado risco inerente, e pelo baixo retorno oferecido por países como a Alemanha, EUA ou Suíça.

Depois das recentes quedas, vamos investir no petróleo, acreditando que a estabilização económica e o início do embargo que será feito ao Irão na importação de petróleo pela União Europeia a partir de dia 1 de Julho, trará pressão de subida do preço. Acreditamos também que o dólar manterá a sua valorização face ao Euro, com as incertezas relativamente à moeda única a manterem-se no centro das atenções dos investidores dadas as crises grega e do sector financeiro espanhol.

Estaremos também presentes em volatilidade, através do VIX, uma vez que acreditamos que esta se manterá em patamares elevados devido aos já referidos riscos de mercado.

Em acções, escolhemos estar investidos em empresas com um baixo Beta relativamente aos principais índices Europeus, e com uma elevada exposição a mercados emergentes. Continuamos posicionados no Brasil, depois do Banco Central do país ter cortado a Selic de 9% para 8,5%. Destaque para a escolha da Zon, uma vez que os seus activos se encontram altamente desvalorizados pelo mercado, e pelo potencial de um prémio por uma aquisição ou das sinergias que possam surgir com uma possível fusão com outra empresa do mesmo ramo.

NEWSLETTER — NOTA DE ABERTURA


ANTEVISÃO DO DIA:


Nos EUA os principais Índices fecharam positivos, à medida que aumenta a hipótese de virem a ser implementadas medidas de estímulo económico no país.
Na Ásia os principais Índices encerraram em alta.
O Banco Central do Japão deixou inalterada a taxa de juro de referência do país,
enquanto espera pelos resultados das eleições na Grécia que ocorrerão este fim-de-semana.


Na Europa os futuros estão positivos, indicando que os Mercados deverão abrir no
mesmo sentido. Destaque para os dados a publicar na Zona Euro sobre o desemprego, e nos EUA sobre a produção industrial.
A Moody’s cortou o rating de 5 bancos holandeses, entre eles o ABN Amro e o Rabobank.
Mario Draghi discursará agora durante a manhã numa conferência em Frankfurt.

http://www.patris.pt/uploadfiles/fincor/newsletters/newsletter1.pdf