segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dólar Vs. Franco Suíço


Racional:

Desvalorização do Franco Suíço face ao Euro devido a uma possível intervenção do Banco Central da Suíça.

Depois de o Euro na semana passada ter tocado os 1,20098 CHF, assistimos a um volume comprador anormalmente grande, sinal de que o Banco Central da Suíça pode ter intervindo no mercado ao vender Francos Suíços e ao comprar Euros.
O Banco Central deste país já tinha anunciado que não iria deixar o Euro desvalorizar abaixo da fronteira de 1,20 CHF, de maneira a proteger as suas empresas exportadoras.
Quanto à nossa escolha no Dólar face ao Euro, a razão reside no facto de o Euro se dever encontrar pressionado de novo esta semana devido aos dados económicos a publicar na região sobre a confiança na economia, que devem surpreender de novo pela negativa.

Riscos:

Maus dados económicos vindos dos EUA

Técnicos:

O Dólar face ao Euro tem vindo a valorizar nas últimas semanas, tendo ganho uma tendência altista de curto-prazo. Já o Euro face ao Franco Suíço encontra-se num canal sem tendência definida, com um suporte nos 1,20 CHF, valor que não deverá ser quebrado devido às sucessivas intervenções do Banco Central da Suíça.



                                                                                      Fonte: Bloomberg

Antevisão da Semana

 Europa




Instabilidade em torno da Grécia, das Eurobonds e da discussão de Estímulo Económico VS Disciplina Orçamental dever-se-á manter.
Destaque para os dados económicos a publicar na Alemanha sobre o desemprego, e sobre a confiança do consumidor na Zona Euro.

EUA

Destaque para o desemprego e os índices de actividade industrial a publicar nos EUA. De sublinhar também os dados a publicar na China, que poderá confirmar que a actividade industrial do país contraiu pelo sétimo mês consecutivo.
Continua a época de resultados, sublinhando a Lions Gate e a TiVo.




NEWSLETTER — NOTA DE ABERTURA

ANTEVISÃO DO DIA:

Na Europa os Futuros estão positivos, indicando que os Mercados deverão abrir no mesmo sentido.
A Itália emite dívida soberana pelas 10:00.
Nos EUA os Mercados estarão encerrados devido a feriado no país (Memorial Day).

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

NEWSLETTER — NOTA DE FECHO

FECHO DA EUROPA:

O PSI20 fechou a subir +1%, com destaque para o desempenho da REN que subiu +5,88%. Os restantes Índices Europeus fecharam a sessão em alta devido aos dados económicos publicados nos EUA.
A Catalunha, região mais rica de Espanha, irá pedir ajuda financeira ao Governo Espanhol de acordo com o seu Presidente Artur Mas.
O BCE afirmou querer que a Grécia se mantenha na Zona Euro, e que se está a procurar uma solução para que tal aconteça.
O Citigroup cortou o preço-alvo da EDP de 2,05€ para 1,82€, mantendo a recomendação de “Neutral” para o título. Para a EDP Renováveis, a casa de investimento cortou o preço-alvo de 5,10€ para 4,60€, mantendo a recomendação de “Comprar”.

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FINCOR IN VIDA ECONÓMICA


Grécia, e Agora?

A Grécia entrou recentemente num novo patamar da crise com a paralisação política a que assistimos, com a impossibilidade de formar um novo governo após as eleições de 6 de Maio. O presidente convocou novas eleições para 17 de Junho e as sondagens dão uma possível vitória ao partido da esquerda radical, o Syriza. A posição anti-troika já anunciada por parte do Syriza pode desencadear uma teia de acontecimentos de desfecho imprevisível e que pode culminar com a saída da Grécia da Zona Euro.

Que consequências teriam a saída da Grécia da Zona Euro para o país e restantes estados membros?

Embora politicamente o processo de saída não seja linear nem simples, as consequências que o país enfrentaria são relativamente consensuais. Segundo o FMI, o PIB Grego cairia 10% no primeiro ano após a saída do Euro e a respectiva moeda depreciaria na ordem dos 50%. Assistiríamos a um processo rápido de empobrecimento do país e uma degradação forte da qualidade de vida da sua população.
Para os restantes países da Zona Euro as consequências também se esperariam muito violentas. O inevitável incumprimento das obrigações por parte da Grécia teria custos muito elevados para os restantes países da Zona Euro. A restruturação parcial ou total da dívida Grega, pública e privada, teria consequências arrasadoras para um sistema bancário Europeu já muito debilitado. O Contágio da saída da Grécia estender-se-ia também ao mercado obrigacionista de outros países e respectivos sectores financeiros, onde poderíamos assistir a uma fuga de depósitos. Uma eventual corrida aos bancos é difícil de prever uma vez que os depositantes europeus podem olhar para a Grécia como um caso isolado, mas se acontecer poderia ter consequências devastadoras para o sector. Quais os países mais expostos a este cenário? Claramente, Portugal, Irlanda e Espanha. Que medidas poderiam ser tomadas para evitar o colapso do sector financeiro? O BCE teria de intervir rapidamente no sector. Não sendo possível ao BCE ter posições no capital dos Bancos, a medida mais popular seria a criação de uma linha de liquidez ou de garantia de depósitos replicando o Modelo utilizado na Suécia nos anos 90. Claro que isto seria mais um enorme passo na integração europeia com fortes consequências políticas e, como tal, difícil de implementar em tempo útil. Isto permitiria aos bancos manterem o seu balanço sustentável apesar da corrida aos depósitos, no entanto, se actualmente a torneira do crédito já se encontra a conta-gotas, neste cenário, ficaria selada. Outra alternativa seria o congelamento dos depósitos, que teria o mérito de salvar os bancos mas que poderia ser fatal para a economia, tal como o foi no caso da Argentina.

E agora? 
Como podemos concluir facilmente, não é do interesse da União Europeia a saída da Grécia da Zona Euro. Também não é do interesse do povo grego, dadas as consequências que vimos anteriormente. Na última semana, uma sondagem efectuada no país revelou que 80% dos gregos continua a ser favorável á manutenção do país na Zona euro. Resta-nos acompanhar de perto os desenvolvimentos da situação. O mês de Junho será, certamente, determinante em novos desenvolvimentos. 


http://www.slideshare.net/Fincor/fincor-in-ve-artigo-opinio-250512

NEWSLETTER — NOTA DE ABERTURA

ANTEVISÃO DO DIA:

Na Europa os mercados estão Positos. Destaque para os dados a publicar sobre os Preços dos Produtores em Espanha e o Índice de Confiança de Michigan nos EUA.
Ao invés do Citigroup que anunciou acreditar que a Grécia irá abandonar a Zona Euro, o Credit Suisse manifestou opinião contrária.
Hoje efectua-se o pagamento do dividendo da Altri, PT e Zon.
Segundo o CEO da British Airways, o interesse em comprar a TAP por parte da IAG (British Airways e Iberia) desvaneceu-se.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

NEWSLETTER — NOTA DE FECHO

FECHO DA EUROPA:

O PSI20 fechou a subir 0,20%, em linha com os principais índices Europeus.
A Troika acredita que Portugal está a ultrapassar a pior fase da crise.
O Citigroup reviu em alta as estimativas macroeconómicas para Portugal para o ano de 2012, alterando o PIB de –5.2% para -4.6%, mas agravou essa estimativa para os anos de 2013 a 2015, em virtude da previsível saída da Grécia da Zona Euro, afirmando mesmo que o país necessitará de mais 2 pacotes de ajuda.
A França e a Espanha pedem mais ajuda para o sector financeiro. Mais liquidez e capital.
A discursar em Roma, Mário Draghi, presidente do BCE, afirmou que “a Europa vive um momento crucial” e que “as medidas implementadas pelo BCE evitaram o colapso do mercado bancário”. O objectivo “é manter a taxa de inflação baixa, para permitir o crescimento e estabilidade da Zona Euro”.

http://www.patris.pt/uploadfiles/fincor/newsletters/newsletter2.pdf