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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Análise Técnica - DAX

Análise técnica sobre o índice de acções da Alemanha DAX.
















Comentário:

·         Padrão técnico formado desde o máximo de Setembro está finalmente a produzir efeitos com a subida desde o mínimo de Novembro a revelar-se bastante forte;

·         DAX encontra-se perto de um conjunto importante de resistências (7524, 7566, 7600), num momento em que alguns indicadores de curto prazo se encontram junto de uma condição de “overbought”;

·         Algum tipo de consolidação no curto prazo é possível, nomeadamente em direcção a 7478 ou 7446;

·         Contudo, o “momentum” acumulado pelo índice parece-nos ser significativo, pelo que novas tentativas para quebrar as mais próximas resistências são esperadas posteriormente.

 

Índice DAX (último preço: 7518 pontos)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nokia


   Em gráfico Anual, pode-se constatar que a Nokia depois de valorizar mais de 3000% em quatro anos, desvalorizou mais de 97%nos últimos 12 anos. O interessante é que se apoiou precisamente em fecho no nível de arranque de 1996. Este pode ser um factor positivo uma vez que esse nível demonstrou ser um suporte importante.

   Em gráfico Mensal, o que destaca é o facto do volume comprador de este mês que terminou, ter sido o segundo melhor dos últimos 7 anos, e pode-se dizer que de sempre. Sendo que este volume comprador tem vindo a aumentar desde á um ano a esta parte, isto demonstra que existem investidores atentos aos preços de esta cotada, que a seguem de perto começam a entender que a mesma poderá estar barata.

   No gráfico Semanal temos dois destaques, por um lado os preços construíram máximos e mínimos decrescentes, mas o indicador de Momentúm constrói máximos e mínimos crescentes. isto é uma divergência considerável um vez que o Momentúm demonstra a predisposição dos investidores. Estes embora o preço caia, vão diminuindo as suas intenções de maiores quedas aproximando o nível deste indicador á linha do Zero que se superada atribui predisposição altista. Por outro lado a vela envolvente deixada na semana anterior antecipa cenários de maiores ressaltos para esta cotada.

   Por fim em gráfico diário, as divergências tem maior destaque e o indicador de Momentúm já se encontra em sinal positivo. A figura que desenvolve dá cenários de maiores projecções altistas com primeiro objectivo no nível de 2,77 e 3,54, os níveis de stop são a directriz altista de curto prazo, seguido do ponto de apoio da antiga directriz baixista de médio prazo e por ultimo os mínimos de sempre. Somente após a superação do primeiro e segundo objectivo nos levaria a construir uma nova analise com novos objectivos.





segunda-feira, 23 de julho de 2012

Análise Técnica


      A sexta feira passada terminou com quedas nos mercados mas a semana terminou positiva. Já vêm sendo habituais estes típicos movimentos de descidas a uma semana de terminar o mês, e a seguir esta senda típica, começaremos Agosto com subidas.
      Se nos fixarmos somente nos gráficos, constatamos que foi no final de Junho que se produziram fortes valorizações nos principais índices, deixando estes um GAP altista. Corresponde agora este nível de GAP ao suporte importante a respeitar e níveis que não deveriam estes perder. Hoje, segunda feira, os Índices fizeram o contrario, deixaram um GAP baixista, e que agora corresponde á resistência que deverá ser batida para vermos as subidas continuarem. Os Índices que melhor reflectem este cenário, na Europa são o CAC40, EUROSTOXX50 e DAX30. Teremos que imaginar que estamos num avião, com o céu nublado, e apenas nos podemos guiar pelos dados do CocKpit, e os dados são precisamente os GAP's.

      Os Índices Norte Americanos, fizeram uma figura de duplo topo junto a resistências importantes, que com as divergências do indicador de Momentúm, dariam fiabilidade a estas correcções. No entanto, e por enquanto não estão em perigo as tendências altistas de longo prazo, pois como se pode apreciar nos gráficos, após subidas semelhantes, é normal que se produzam algumas correcções. Os mínimos de 1 de Junho de 2012, continuam a ser os níveis a respeitar para o médio prazo, e esta figura de duplo topo a concretizar-se o seu objectivo, poderia ameaçar ditos níveis.
      Já foi feita referencia por diversas vezes de que o RUSSEL2000 é um índice a não perder de vista, isto porque ao ser muito sensível a momentos de pânico ou euforia, antecipa em grande medida possíveis cenários futuros. Aquilo que este índice destaca, é que desde inícios de Julho, este faz máximos e mínimos decrescentes, enquanto que o NASDAQ, S&P e DOW JONES, faziam o contrario, talvez seja momento de começar a tomar este como indicador de fiabilidade.

      Um dos motivos porque resultam lógicas estas correcções, é porque víamos ao índice VIX de volatilidade perto de mínimos, mínimos estes que quando se vêm , é normal que os investidores se comecem a posicionar em opções PUT do S&P500 para protegerem posições altistas de médio e longo prazo nas cotadas dos S&P500. Por enquanto, o que nos diz o RÁCIO PUT/CALL, é que estas posições PUT do S&P não são significativas ou ainda não representam sinal de preocupação para os mercados. No entanto o que não poderemos esquecer, é que foi em Agosto de 2011, quando se produziram fortes quedas no S&P500, que este índice negociou o volume recorde em um mês de toda a historia deste índice.

      Para melhor nos guiar-mos, seria bom seguir outros activos que nos ajudam a perceber se poderemos entrar em níveis de alerta vermelho, é o caso da BOND Americana, que por enquanto não superou os máximos de 2012, e que a superação deste nível nos convida a pensar que os mercados corrigirão com mais força.
   
      Figura idêntica para o Índice do Dólar, que com a superação dos máximos anuais, dará fiabilidade ás descidas do par EUR/USD, ou dirá mesmo quando este se encontra em mínimos com possibilidades de se dar a volta.
      Já foi dito em mais do que uma ocasião que o par USD/CAD anda no sentido contrario aos indiques dos EUA, e a vela envolvente altista registada na ultima sexta feira, demonstrava de alguma forma que as correcções de sexta, será para durar mais 2, 3 ou 4 dias pelo menos.


Clique para visualizar Gráficos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA


SENTIMENTO NEGATIVO VERSUS MOMENTÚM POSITIVO.


ALERTAS: (MATÉRIAS PRIMAS: CRUDE, BRENT e GÁS NATURAL; MONETÁRIO: BUND; SECTORES DO STXE.600: Banks, Media e Aut & Part.; ÍNDICES: BEL.20"Bélgica" e SMI,20"Suíça"; COTADAS: ALTRI, EDP, GALP, J.MARTINS e REN.
   Terminámos uma semana volátil e preparamos-mos para a que entra. Desta vez, as principais matérias-primas, poderão dar um ar da sua graça, para bem de uns, e mal de outros...
      
   O OURO e a PRATA em gráficos diários, continuam inseridos numa pauta lateral á mais de 2 meses, por esse motivo, deveremos esperar para ver qual se perfura, se as resistências ou os suportes, para que assim se possa definir o próximo rumo destes dois metais.




   Para o mal dos que abastecem as suas viaturas para se deslocarem para o trabalho, mas para o bem dos que se posicionam altistas no mercado das commodities, mais propriamente no CRUDE ou BRENT, o aspecto técnico do Petróleo em gráficos diários é muito interessante. A figura que ambos desenvolvem, atribui um possível cenário com implicações altistas para estas duas matérias, e que no fundo não é mais que uma reversão de tendência de médio prazo, o que por enquanto, constitui apenas ressaltos cujo o primeiro objectivo, está no nível que corresponde á media de 200 períodos.

   O GÁS NATURAL, em gráfico semanal, poderá estar a desenvolver uma figura de duplo fundo. O crescente volume nos dias das compras, a acompanhar com as tendências altistas dos osciladores, dão fiabilidade á divergência do Indicador de Momentúm que entrou em cenário positivo. Já no gráfico diário, o preço luta com o nível dos 3 na sua cotação de preços, e que a proximidade que mantém á media de 200 períodos poderá  definir , com a superação desta, se realizou mínimos de vez, ou por outro lado continuará  a descer como já faz desde 2007/8.


   A BUND, poderá confirmar esta semana se a figura que ameaça em gráfico semanal se trata de um duplo topo ou não. Deveremos ter presente, que pese embora o volume de compras das três ultimas semanas seja decrescente, e alguns osciladores apresentem serias divergências baixistas, esta figura de reversão, só será confirmada com a perda do nível de 139,4 e cujo o objectivo estará na procura dos 133,9 pontos. A ser verdade, este activo dará alguma fiabilidade ás subidas das bolsas para o curto e médio prazo.


   São alguns os sectores que em gráficos semanais começam em dar alguns sinais positivos, principalmente do STXE-600. O sector dos automóveis e Peças, (SXAP - STXE 600 - AUT & PRT), depois de se apoiar na media móvel de 200 períodos, resolveu ressaltar e luta actualmente com a directriz baixista de médio prazo, superar esta, implicará maiores valorizações. É no entanto o sector dos Media, (SXMP - STXE 600 MEDIA) que dá sinais de anular a directriz baixista de muito longo prazo a que deu inicio em 2008. E foi á mês e meio que o sector da banca (SX7P - STXE 600 BANKS), desenvolveu uma envolvente altista com intenções de atribuir maiores valorizações do que as até agora produzidas, no entanto, ainda não anulou dita figura e o aspecto técnico demonstra que as intenções ainda se mantêm.


   Para os principais índices o aspecto técnico mantém-se inalterável. Desde inícios de Junho que o mercado constrói máximos e mínimos crescentes, é por esse motivo que não deveremos fazer muito eco das noticias negativas, pois são os gráficos e não estas, que marcam a tendência. Os gráficos diários do DOW JONES INDUSTRIAL, NASDAQ, S&P e RUSSEL, mostram que entre esta e a próxima semana deveríamos conquistar os máximos dos já registados no período deste verão e inícios do verão passado. De não ser assim, e vermos perdidos os níveis dos últimos mínimos da passada quinta-feira, que nestes índices corresponde á parte baixa da directriz altista de curto prazo, e ao nível da média móvel dos 200 períodos, correríamos o risco de ver desenvolvida uma figura com implicações baixistas que levariam estes índices a perder os mínimos de 1 de Junho e que anulariam as intenções do mercado de subir neste período estacionai. É igualmente importante referir que a vela desenvolvida nesta ultima sexta-feira é bastante consistente, sendo que menos consistente tem sido o volume negociado em quase todo o mundo, facto este , que nos diz que não deveremos baixar a guarda.

   No Japão, o índice NIKKEI ainda não replicou os movimentos dos mercados dos EUA. Resta saber se este segue antes a Europa, ou se vai por outro caminho e de forma mais independente.

   Na Europa todos os índices marcam máximos e mínimos crescentes, e que esta tendência altista de curto prazo que se deu  inicio a princípios de Junho ainda não se viu anulada. No entanto, os níveis importantes a vigiar, são o GAP altista deixado por quase todos estes índices a finais de Junho, e só o IBEX o fez esta semana que passou. Como diz a teoria de Dow, os índices devem confirmar-se entre si, é por este motivo que devemos ignorar este movimento do índice Espanhol. Para que devamos esquecer qualquer estratégia altista, deveremos ver perdidos estes níveis de GAP e os mínimos de 1 de Junho, até lá, por mais que nos contrariem os dados e as noticias, o mercado subirá.
   Não deixa de ser interessante verificar que temos duas Europas, a divisão é a media móvel do 200 períodos que a faz. Por cima desta temos o AEX, BEL, DAX, FTSE, SMI e OMX, e por baixo de dita media temos o CAC, EUROSTOXX, IBEX, MIB e PSI. Os Índices SMI.20 e BEL.20 poderão ter algo dizer como leitura do que os mercados poderão vir a fazer num futuro muito próximo. Encontram-se bastante perto da directriz baixista de longo prazo, e poderão não conseguir superá-la arrastando assim aos restantes índices europeus, ou por outro lado superar esta e dar mais força ás subidas que se avizinham.


   Para as cotadas do PSI.20 Português, existem vários destaques pela positiva, sendo que o que melhor aspecto apresenta vai para a GALP com possíveis intenções de se aproximar da média de 200 períodos. A REN tentará pela segunda vez este mês superar dita media depois de fazer o terceiro toque á directriz altista de curto prazo. A EDP tentará passar a barreira de resistência dos 2,00€ antigos mínimos de 2011. A ALTRI luta já com a media móvel dos 200 períodos que coincide com a directriz baixista de médio prazo. Por fim a JERÓNIMO MARTINS ameaça perder a referida e tão repetida media, e de o fazer, o cenário será bastante negativo para esta cotada.


         EM CONCLUSÃO: É em circunstâncias como estas que o mercado surpreende, quando alguns esperam o pior e um cenário idêntico ao do ano anterior em igual período, a teoria da opinião contrária prevalece. Por isso, o sentimento é negativo, confirma-se uma má noticia, e o mercado entra em momentúm positivo... Este no fundo é o que manda, pois indica a predisposição dos investidores.

terça-feira, 10 de julho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA


   Já sabemos que um mercado altista, tem um período médio de três a três anos e meio.
Pois bem, foi a 9 de Março de 2009 que o mercado de acções dos estados Unidos da América deram início a esse ciclo altista. Ainda que este mercado continue inserido em dita tendência, começam a existir alguns sinais de preocupação, são eles o volume e algumas figuras e desenvolvimentos gráficos que começam a dar alertas. No fundo isto não representa mais do que uma oportunidade para se apanhar o início de um novo ciclo, o baixista. A verdade é que não se sabe bem para quando isto acontecerá, mas indicia que será para breve, este mesmo ano, ou até mesmo no final do verão.
   Ben Bernanke, está determinado a deitar por terra a teoria de Dow, e na melhor das hipóteses, estará a preparar um QE3 para quando os mercados iniciem essa volta de mercado. Este senhor, o presidente da reserva Federal dos Estados Unidos, terá estudado Análise Técnica? A ver vamos!...


      MERCADOS NOS E.U.A.:

   O gráfico anual do Dow Jones Industrial, mostra que desde 2009 que o mercado tem estado altista mas com um volume em contagem decrescente, e é importante que uma tendência siga acompanhada de volume. Uma vez que estamos a meio de 2012, com o volume até agora negociado, poderemos quase concluir que não acabará com o mesmo volume de 2011. No entanto, voltando a insistir nos gráficos trimestrais do Dow Jones e S&P500 que se mostraram a passada semana, convém alertar que deveríamos ver superados os máximos anuais para que se visse anulada a figura de possível volta para o mercado.

   Para o curto e médio prazo, poder-se-á dizer que o cenário continua com um aspecto positivo. Por um lado porque estas correcções são normais depois das ultimas subidas que se verificaram em todos os índices Norte Americanos, e por outro lado porque neste prazo, em gráficos semanais, o volume nos dias das compras é bem mais interessante que nos dias das vendas. O Dow, na semana passada negociou quase metade do volume da outra semana anterior, sendo que terminou a semana em negativo, não assusta demasiado. Já no caso do NASDAQ100, o volume é mais de metade do que da semana anterior á passada, mas é menor. No fundo, depois das envolventes altistas que tiveram inicio a 1de Junho de 2012, o mercado, pese embora as quedas, respira alguma tranquilidade para o curto prazo.

   Em gráficos diários, estes dizem-nos que ainda há margem para algumas quedas e que estas não representarão mais do que oportunidades para se incorporarem a mercado aqueles que ainda não o fizeram. Porque começaram a corrigir os mercados? a resposta é bastante simples, porque como dizia Charles Dow, os índices devem confirmar-se entre si. Se o Dow Jones Industrial e o S&P500 superaram as directrizes baixistas de médio prazo, foi quando o NASDAQ100 se deparou com esta que os mercados resolveram paralisar estas subidas. Por outro lado o indicador de Momentúm apresentava divergências baixistas que auguravam a estas correcções insignificantes, e digo insignificantes porque comparadas com as subidas registadas na outra sexta-feira anterior, em nada se comparam, mas é importante referir que dito indicador de Momentúm continua por cima da linha zero o que significa positivo. Também a volatilidade desta ultima sexta-feira, que em termos percentuais não mostrava nada que se pareça com medo, incerteza ou até mesmo pânico nos mercados. Foi no fundo a recolha de algumas mais-valias. Ainda existe margem para que a correcção continue, e nada melhor do que os Futuros do S&P, NASDAQ e DOW JONES em gráficos diários para se ver ate onde poderão ir estas correcções, e que no pior dos casos, não deveriam anular os mínimos registados a finais de Junho, tal como demonstra o canal ascendente de curto prazo.

   A cotada dos Estados Unidos que importa analisar, é a ALCOA, como sempre, é a primeira a dar o pontapé de saída na apresentação de resultados. Ainda que se espere uma queda na facturação de esta cotada na ordem dos 80%, a figura gráfica da maior produtora de alumínios do mundo, é que existe algum cansaço andar por estas zonas de mínimos, algumas divergência e a proximidade que o preço tem com a media móvel de 200 períodos e a parte alta do canal baixista de longo prazo, poderão dar alguma surpresa positiva.



  
      MERCADOS NA EUROPA:

   Começando pelo PSI20 Português, este resolveu não superar o nível do GAP deixado a mediados de Maio, mas não perdeu o aspecto positivo que apresenta. Já o EUROSTOXX50 resolveu parar justamente na media móvel de 200 períodos, e este poderá ser o motivo ou a desculpa que o mercado na Europa escolheu para corrigir quinta e sexta-feira. O FTSE100, igual que os futuros dos índices norte americanos, apresentava divergências baixistas no indicador de Momentúm, e foi o único na Europa a fazê-lo. O DAX 30 da Alemanha, deve ser vigiado de muito perto, por um lado porque foi aquele que mais valorizou desde Março de 2009, superando os 100% de valorização contra a media Europeia que foi de 50%. Por outro lado porque sem superar os máximos alguma vez alcançados, todos os sinais poderão ser falsos ou sair frustrados, pois apresenta possibilidades de estas subidas irem simplesmente até a antiga directriz altista de longo prazo e voltar a descer, movimento este a que se conhece como PULL-BACK. também pode colidir com a directriz baixista dos máximos de 2011 e os de 2012. para já, PULL-BACK foi o que fez a semana passada á antiga linha clavicular da figura de volta que realizou entre Fevereiro e maio deste mesmo ano. Para este índice, deveríamos vigiar o GAP altista produzido a finais de Junho e que corresponde com a zona por onde passa a media móvel de 200 períodos..

   A Bund Alemã ou o Bund Alemão, é um activo a ter em conta, não só porque anulou a tendência baixista de curto prazo, voltando a entrar em fase de subida, como mantém fiel a sua directriz altista. se este anda contrario aos mercados, a esperança para os alistas nos índices, é de que este activo venha a realizar uma figura de duplo topo, conhecida como figura de volta.
  
   As cotadas em Portugal, para já dizem-nos que esperemos a ver que se passará nas próximas sessões, mas a Jerónimo Martins inspira alguns cuidados. Nos dias que o mercado corrige, esta desce mais que a media do mercado e que a media do seu sector, e a semana passada terminou a cotar por baixo da media móvel de 200 períodos. Ainda que esta media tenha uma pendente positiva, a figura que desenvolve esta cotada portuguesa, é que se vê perdido o nível dos 13,20, as implicações técnicas são de descida e procura de apoio nos níveis de 12,00 e 10,60 respectivamente.




      DIVISAS E Matérias-primas:

   O Índice do Dólar, começa a dar sinais de que poderá para de subir nos próximos tempos, e isto poderá ser um sinal de mínimos para o EUR/USD nos próximos meses. Este índice, embora tenha valorizado a semana passada, teve um volume de negociação menos interessante, sendo quase metade do das semanas anteriores. Não conseguir fechar duas vezes por cima da resistência que corresponde aos máximos de 2011, correspondera com o realizar de uma figura de volta.

   Os investidores mostraram á já algum tempo preferir o Dólar como activo de refugio em vez do Ouro, mas começa a ser lógico quererem desta vez escolher um outro activo que não o Índice do Dólar, pois a haver um QE3, esta medida diluiria em grande medida o valor do bilhete verde, e este perderia valor Interessante é o aspecto do Gás natural, que desde os máximos de2007, desvalorizou mais de 80%, e se os investidores considerarem esta matéria uma activo barato, poderão querer proteger-se nele.

   Por fim, o Brent, tem uma figura ou possível figura que não está confirmada, mas que começa a antever sinais de recuperação. Não perder o nível de 94 e superar o de 102, as implicações técnicas são de subidas ao nível de 112,9 aproximadamente.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Análise Técnica


Na sexta-feira passada, terminámos a semana, o mês, o trimestre e o semestre... Convém por esse motivo fazer uma passagem aos activos que poderão despertar mais interesse pelas figuras técnicas que apresentam.


 MONETÁRIO:

   o BUND, em gráfico diário, mostra que esta bastante perto da zona de apoio que corresponde á parte baixa da directriz altista de longo prazo. Como se não bastasse, termina na sexta-feira com uma figura que poderá ser de volta para este activo. Sendo que o preço esta inserido numa tendência secundaria ou zona de consolidação, superar o nível dos 142 pontos poderia dar lugar á anulação das intenções por parte dos índices em subir, mas perder o nível de 139 pontos, confirmaria o interesse dos investidores em estarem altistas nos principais índices e baixistas neste activo. Cabe no entanto assinalar, que este activo, mais do que refúgio, tem servido de seguro, pois tem estado altista ao mesmo tempo que os Índices.


   ÍNDICES:

   Ainda que os Índices dos EUA estejam com melhor aspecto técnico que os da Europa, é importante olhar para estes em gráficos trimestrais. A figura que desenvolvem apresenta algum perigo, pois como se pode ver nos gráficos, a mesma figura no passado, provocou serias correcções. Mas importa igualmente referir de que é esta figura uma mera estatística, e para que se veja anulada tal possibilidade, deveremos ver superados os máximos deste mesmo ano. O DOW JONES INDUSTRIAL e o S&P 500 são que mais destaca dita figura.


   FOREX:

   Um dos melhores GPS's que poderemos ter para o futuro comportamento das bolsas Norte Americanas, é o par de divisas USD/CAD. O dólar Americano frente ao Dólar Canadiano, tem um comportamento contrário ao dos índices. O gráfico diário mostra que procurou apoio numa zona importante, e que esta zona, se perdida, confirma a continuação das subidas para o S&P500, NASDAQ100 e DOW JONES INDUSTRIAL, mas um ressalto por parte de este par de divisas, dir-nos-á de que estes quererão aliviar as subidas de sexta-feira.


   SECTORES:

   Esta semana temos dados importantes a ser publicados nos EUA por parte da venda de Automóveis, importa por esse motivo ver como se encontra o mesmo sector na Europa. O que mais chama a tenção em gráfico semanal, é que o preço que se apoiou na media móvel de 200 períodos e com uma figura que poderá ser de volta para este. Em princípio, a análise técnica diz-nos que os investidores esperam melhoras nas vendas na Europa, vejamos de que maneira isso influencia nos EUA e se teremos os mesmos dados no outro lado do Atlântico.


   COTADAS:

   A GALP, depois de fortes valorizações que tiveram o seu início em 2009, e tendo alcançado o seu ponto máximo em Junho de 2009, começou a corrigir, e já o fez em 76,4% do Retrocesso de Fibonacci. Em gráfico mensal, demonstra uma figura de que poderá ressaltar nos próximos tempos, e em gráfico diário desenvolve uma outra com possíveis projecções ao nível dos 11,30 saindo assim da tendência baixista de curto prazo.
   No mesmo prazo temporal, o BPI sustem-se por cima da média móvel de 200 períodos e procura alcançar os 0,60 pontos. Em gráfico Mensal, tenta anular uma tendência de médio prazo, que é baixista, e realiza um afigura de volta.
   A JERÓNIMO MARTINS, começa a dar sinais negativos, ameaça perder a média móvel de 200 períodos e com uma figura com fortes implicações altistas. Cabe destacar que começa a mostrar-se débil esta cotada, pois abstraiu-se  totalmente das subidas da sexta-feira passada e fechou esse mesmo dia em negativo.


   MATÉRIAS PRIMAS:

   Muitas são as discussões em torno do CRUDE e do BRENT pelo embargo ao Irão, a verdade é que tecnicamente estas duas matérias mostram que se querem aproximar e diminuir a descorrelação de preços que existe entre elas. Em gráfico mensal, o CRUDE apoia-se na média móvel de 200 períodos e procura ressaltar. Em gráfico trimestral, o BRENT mostra claramente que embora possam vir a existir ressaltos, o mais provável até final do ano é terminar em negativo, pois mostra uma clara envolvente baixista realizada neste trimestre que passou.
   A PRATA luta por manter o suporte dos 26,30 pontos, perder este nível seria muito perigoso para esta matéria, no entanto para já, realiza uma envolvente altista em gráfico diário, que poderá levar esta matéria ao nível dos 30,00 pontos.
   Para aqueles que não sabem, a SOJA tem desenvolvido um percurso contrário às matérias-primas energéticas e metais, ou seja, sobe quando estas descem e desce quando estas sobem. Em gráfico diário, a SOJA poderá estar a encontrar um tecto, mas cuidado que a anulação desta resistência e a superação dos máximos, dá a esta matéria um grande potencial de valorizações. Em gráfico semanal, a farinha de soja desenvolve o mesmo aspecto técnico, e que com as divergências que existem nos osciladores, poderá conferir correcções para estas.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Análise Técnica


A semana começa com alguma turbulência, nada que não nos surpreenda e que os gráficos não vaticinassem.
Se na semana passada previam-se ressaltos, igualmente previam-se os seus pontos de paragem...Díctis Facere, que em latim quererá dizer, dito e feito.
  
   INDICES: O DAX e o FTSE, em gráficos diários, pararam na parte alta da directriz baixista de médio prazo, e esta servirão de resistência para quando estes índices decidam sair desta tendência e retomar as subidas. No entanto, para quem sinta dificuldades em lidar com um mercado que á partida parece confuso, deverá afastar-se ou observar o mercado de uma forma mais distante. É o que fazem os lutadores de Boxe quando são invadidos com sucessivos golpes, afastam o adversário, estudam-no e atacam com precisão... O FTSE100, visto em gráficos de velas semanais, o que demonstra, é que para o longo prazo o mercado não estará em perigo, os níveis mínimos marcados a 1 de Junho de 2012, nos 5230 pontos, e que correspondem com a média móvel de 200 períodos, são os níveis a respeitar.
   Com os índices Norte Americanos, poderemos usar o mesmo procedimento, e no longo prazo, todos eles continuam fiéis às suas tendências, mostrando assim que o mercado faz bluff dos investidores mais ansiosos. Já em gráficos diários, a figura de reversão que protagonizaram entre mediados de Maio e Junho, não está completa a 100%, mas este retrocesso poderá ser a procura de apoio á antiga resistência para daí se projectarem novamente á tentativa de romper as directrizes baixistas de médio prazo.



   SECTORES: Existem sempre activos que se recusam de seguir o mercado no geral. O sector dos Cuidados de Saúde (Health Care) é o que demonstra. Quando aquele que preferimos ou mais seguimos não se comporta como desejado, o que não faltam são activos nos mercados financeiros.

   COTADAS: Na semana passada, excelente o desempenho da SONAECOM e da ZON MULTIMÉDIA.
Os gráficos semanais de ambas mostram boas intenções de valorizações, mas importa olhar mais de perto e constatar que ambas se encontram já bastante perto as suas resistências, sendo que para a ZON, a média móvel de 200 períodos poderá travar por algum tempo estas subidas. A REN tem um bom aspecto para o curto prazo, e no caso de superar o nível de 2,30 com fecho semanal, passará ter um bom aspecto para o médio prazo, é um valor a vigiar de perto.  PORTUCEL em gráfico diário, desenvolve uma excelente figura com uma boa equação rentabilidade risco.

   MATÉRIAS PRIMAS: Especial destaque par o BRENT que desenvolve uma figura que confere alguma possibilidade de ressaltos. Muito parecido embora sem tanta fiabilidade, é o aspecto do CRUDE.
A PRATA, ameaça o nível dos 26,30, que juntamente com a figura que desenvolve, se perdido este nível mencionado, o potencial de desvalorização, aproxima-se aos 10%.

   PARES DE DIVISAS: O Dólar Australiano versus Dólar Canadiano (AUD/CAD) afigura-se interessante, até porque são moedas de países que tentam sempre passar despercebidos a todas estar crises mundiais de que tanto se fala.

Gráficos

terça-feira, 19 de junho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA


   ÍNDICES:

   A vela envolvente de á duas semanas no S&P500, NASDAQ100, DOW JONES e FTSE100 não foi anulada, já se dizia que desde que não percamos 50% da mesma, teríamos a possibilidade de fortes ressaltos para os Índices. O destaque vai para o FTSE100, que ao servir de indicador adiantado na Europa, poderá estar a dar sinais positivos para os que optem somente para as subidas.
   Ainda na Europa, e em gráficos diários, interessante as divergências altistas que regista o PSI20. O EUROSTOXX50 e CAC40 desenvolvem uma figura que antecipa cenários de ressaltos, mas encontra-se a lutar com a directriz baixista de médio prazo. Já o DAX30 e o FTSE100 apresentam figuras distintas embora com as mesmas implicações altistas de curto prazo, a mais valia destes dois índices em relação aos anteriormente mencionados, nestes ainda existe uma margem de subida bem superior á do CAC e STOXX.
   No outro lado do atlântico, o Dow Jones está a ultrapassar o NASDAQ100 como indicador adiantado, pois todos os índices Norte Americanos desenvolvem a mesma figura de reversão para o curto prazo, mas o DOW antecipa-se e com volume, veremos como lida com a resistência que corresponde á directriz baixista de médio prazo.

INDICADORES:

   O VIX de volatilidade, corrobora com o comportamento dos índices, pois desenvolveu e confirmou uma figura de reversão para o curto prazo. Manter-se por baixo do nível de 21, dará consistência ás subidas dos mercados, no entanto, estas subidas poderão parar quando o VIX se apoie no nível 19.

  SECTORES EUROPEUS:

   Dos sectores que deram sinais de volta a semana anterior, quase todos foram fieis aos seus stop's não chegando a tocar este nível. No entanto existem sectores que á parte de não ameaçarem referidos níveis mantêm as suas subidas e solides no seu aspecto técnico, são eles o Sector dos MIDIA, RECURSOS BÁSICOS, SERVIÇOS FINANCEIROS e BANCA.

COTADAS:

   Por falar em Banca, o BES ainda mantém fiel a figura da semana passada, os mínimos alguma vez realizados, serão o nível de stop para o curto e médio prazo. Quanto á PORTUCEL, desenvolve uma figura de reversão, mas só com  superação dos máximos das últimas semanas se confirma tal cenário.

  MATÉRIAS PRIMAS:

   Para esta semana, o destaque vai para  o CACAU e a FARINHA de SOJA, ambos realizam figuras de reversão, embora o COCOA num sentido e o SOYBEAN MEAL em outro.

  PARES DE DIVISAS:

   Os pares EUR/HUF, EUR/PLN, USD/HUF, USD/MXN, USD/PLN, NZD/USD e AUD/USD, mantêm  fieis as figuras envolventes realizadas a semana passada. No entanto, o destaque esta semana terá que estar no EURO, que a guiarmo-nos pelo índice do Dólar, antecipa ressaltos para a moeda europeia e correcções para o bilhete verde.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Análise do par de divisas EUR/USD


Como anteriormente referimos o par eurusd tem vindo a movimentar--‐se numa range bastante estreita, podendo essa range ser quebrada de forma clara em qualquer dos sentidos.
Identificamos, para além da questão grega, os seguintes fundamentais com implicações
Relevantes neste para curto/médio prazo:

Cotação em sentido ascendente:

- Na sequência da próxima reunião do Comité (FOMC) da Fed haver uma referência explícita à necessidade de lançar o QE3.
- Reactivação da compra massiva e em larga escala de divida soberana pelo BCE (relançamento do SMP)

Cotação em sentido descendente:

- A Fed, mesmo que implicitamente, indicar aos mercados a não necessidade de QE3
- Crescimento do PIB dos USA apresentar valores significativamente







segunda-feira, 11 de junho de 2012

Análise Técnica


   A forma como fecharam muitos activos na passada sexta-feira, antecipavam um cenário altista para os mercados financeiros.

   Aquilo que se verifica nesta manhã é mais o fecho de posições baixistas do que propriamente a abertura de posições altistas, no entanto, não deixa de ser positivo. A ver pelas figuras que os gráficos semanais nos mostram, não nos digam que os investidores mais influentes nos mercados, não sabiam o que estava para vir...

   Na Europa, dos 20 Super Sectores do Stoxx600, 40% destes apresentam figuras de volta, são eles: AUTOMÓVEIS E PEÇAS, BANCOS, SERVIÇOS FINANCEIROS, RECURSOS BÁSICOS, TECNOLOGIA, VIAGENS E LAZER, MÉDIA e BENS PESSOAIS E DOMÉSTICOS. Se a maior parte apresenta figuras de volta (Velas Envolventes Altistas, o Sector dos Automóveis e Peças apresenta um doji que procurou apoio na média móvel dos 200 períodos. Este Sector tem a vantagem de não estar perto dos mínimos, o que o torna mais interessante para o médio prazo, mas existem mais, como o de VIAGENS E LAZER, TECNOLOGIA e BENS PESSOAIS E DOMÉSTICOS.

   Nos Índices passa-se o mesmo cenário com o DOW JONES INDUSTRIAL, S&P500, NASDAQ100, NIKKEI225, MIB40 e FTSE100. Este último tem a vantagem de ter encontrado apoio na média móvel de 200 períodos e da parte baixa do canal altista.

   Analisando algumas das cotadas Espanholas pelo desenlace a que esteve sujeito este país neste fim-de-semana, é de prever fortes ressaltos para o IBEX35, pois 4 ou 5 cotadas deste índice, com as figuras que apresentam, são suficientemente fortes para provocarem subidas a este índice europeu, são elas: SANTANDER, BBVA, CAIXABANK, TELEFÓNICA, ACS e ACERINOX.
Em Portugal, com as mesmas figuras está o BES e a PORTUCEL.

   Para os pares de divisas, cenários idênticos para o AUD/USD e NZD/USD, de velas envolventes altistas. Também existem as velas envolventes baixistas, e quem as apresenta são os pares EUR/HUF, EUR/PLN, USD/HUF, USD/MXN e USD/PLN. O Índice do Dólar apresenta uma figura diferente mas com o mesmo significado, de volta.

   Com uma figura igual á do Índice do Dólar está o BUND ALEMÃO, que se encontra muito perto de perfurar a directriz altista de curto prazo e dar por terminado ás subidas de médio prazo.

   Nas matérias primas, uma figura igual á do BUND e do Índice do Dólar, é o que tem o COTTON(Algodão), que encontra ao mesmo tempo apoio na media móvel dos 200 períodos. O SUGAR (Açúcar), depois de ver perdido a média móvel de 200 períodos, tenta recuperar com uma envolvente altista, mas a importante figura que desenvolve, diz que será apenas para o curto prazo.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

ANÁLISE TÉCNICA - ÍNDICES


 A semana passada foi marcada com alta volatilidade e incerteza nos mercados, os ressaltos que se previam, foram sol de pouca dura sendo que apenas se deram na Terça-feira passada que viriam a desfalecer no dia seguinte.
         Ainda que a semana passada tenha terminado com mínimos inferiores ao da anterior, o mercado poderá enganar aqueles que se dedicam a entrar numa direcção, que independentemente de qual, apenas a identificam e entram.
         Importa por esse motivo descrever os vários sinais que os mercados nos dão e olhar para os gráficos com muita atenção, pois só assim se identificam as rasteiras que este nos poderá pregar.


      ÍNDICE VIX DE VOLATILIDADE:

   Este Índice voltou a tocar máximos do ano, é por isso preciso confirmar se estes máximos são superados para que não se trate de um duplo tecto. Tratar-se de tal figura gráfica, implicaria a uma forte correcção por parte deste medidor do medo, e o que levaria aos mercados a ressaltar com alguma verticalidade. Como se não bastasse, enfrenta este medidor, a média móvel dos 200 períodos, que acompanhado do volume decrescente na última semana e associado às divergências apresentadas pelo RSI, isto poderá dar o sinal de o mercado querer aliviar. Convém relembrar que são os preços os que mandam, e que só a perda do nível de 23,10, dará como confirmada a figura. É igualmente importante ressalvar, que este Índice tem uma divida para com a análise técnica, a de ir ao nível de 32,00 pontos, e só o tempo poderá anular tal projecção.


      ÍNDICES EUA:

   Tanto o DOW JONES INDUSTRIAL, como o S&P500 e o NASDAQ100, apresentam figuras em gráficos mensais de que estas correcções são para continuar. No entanto, são estas correcções saudáveis e necessárias, e vistos os gráficos desde Março de 2009, não estão para já e por enquanto ameaçados os níveis ascendentes de Longo prazo. Ao contrário do que se passa em Europa, o volume tem estado presente nestes índices, o período compreendido entre 2009 e 2012, comparado com o volume de entre 2005 e 2008, mostra claramente que é no mercado Norte  Americano que estão a maior parte dos investidores.
   Observando mais de perto a estes índices, e vistos em gráficos diários, destaque para o facto de todos eles (Nasdaq.100, Russel.2000, S&P.500 e DJI.30) ameaçarem a media móvel de 200 períodos. O que se pode destacar por passar talvez de alguma forma despercebido, é que estes índices se podem parar temporalmente no mínimo realizado na sexta-feira passada pelo facto de esses níveis corresponder ao ponto de apoio ou (TROUGHT BACK) zona de trampolim da antiga directriz baixista que se iniciou em Maio. Outro aspecto a ter em consideração é o facto de estarem estes índices inseridos numa tendência secundaria, ou seja, zona de consolidação, e que poderá eventualmente esta ser a ultima sub-onda baixista. Para o NASDAQ100, ainda lhe faltará percorrer parte da descida, mas a julgar pelo S&P500, a mesma encontra-se muito perto do final. Resumindo, entrar baixista actualmente, poderá ser arriscado.


      ÍNDICES EUROPEUS:

   Pegando nos principais índices europeus, (CAC.40, EUROSTOXX.50, DAX.30 e FTSE.100) vistos em gráficos mensais, verifica-se que não perderam a pendente altista que se compreende entre Março de 2009 e actualmente. O que se destaca é o volume, que ao contrário dos mercados Norte Americanos, mostram que o dinheiro não está na Europa, mas os gráficos mostram sim, que já esteve. Em gráficos semanais, destaque para o DAX.30 e FTSE.100 que se encontram apoiados na média móvel dos 200 períodos. Convém ressalvar, que esta media ou ate mesmo um suporte, só se considera perdido com o fecho semanal abaixo dos mencionados níveis.








CAFÉ vs. AÇÚCAR


   As fortes preocupações, com a instabilidade politica e o nível de endividamento da Grécia, agravada pelo problema da banca em Espanha, provocam receios de alastramento que se transformem numa recessão de nível mundial. A conjugação destes factores tem vindo a assustar os intervenientes dos mercados financeiros, deteriorando as perspectivas de negócio das  matérias-primas. Este cenário está levar os investidores a refugiarem-se, em activos que consideram seguros, um dos quais o Dólar.
A maioria das matérias-primas tocou mínimos de cinco meses, com excepção do Açúcar e do Café, que desceram a níveis mínimos de quase dois anos.

   Por questões fundamentais, a que se deve tudo isto?

   O aumento das vendas por parte dos exportadores do Brasil, o maior produtor do mundo, e a diminuição das compras na união europeia afectada pela crise, empurrou os preços do café ao seu menor nível em 21 meses. Como agravante para esta matéria prima, a produção mundial poderia superar a oferta em 5,3 milhões de sacos no ano de colheita que começa em Outubro.
 O cultivo na Colômbia, o segundo maior produtor de grãos de café arábia depois do Brasil, melhorará no segundo semestre  e em 2013 prevê alcançar o maior nível de produção dos últimos cinco anos. A fraca produção nos primeiros meses do corrente ano, está relacionada com as  fortes chuvadas, que causaram estragos nas plantações e atraíram doenças, a que esta matéria-prima está vulnerável nestas estações do ano
 Os futuros do Café caíram 33% num ano. Devido às expectativas de que as colheitas brasileiras possam crescer 16% relativamente ao ano anterior, atingindo 50,5 milhões de sacos. Este numero corresponderá a novo máximo histórico para este País, no entanto, os mais optimistas, admitem mesmo que a produção possa atingir os 55 milhões.
  Na verdade, a actual queda dos preços do café não se reflecte nos preços pagos pelo consumidor final. Os produtores suportam maiores despesas de manutenção da produção e vêem também os custos de transporte para colocação dos seus produtos no mercado aumentarem.
 Quanto ao açúcar não refinado, os seus preços caíram cerca de 20% entre 23 de Março e 2 de Maio, atribui-se esta forte queda, ao mais fácil acesso ao mercado de açúcar da Índia, o segundo maior produtor desta matéria após o Brasil. A desvalorização da moeda da Índia, a Rupia, que se encontra em  mínimos de sempre, influenciou fortemente o preço do açúcar ali produzido, e logicamente facilitou a sua exportação.

   Resumindo, não se vislumbra um ajuste dos preços ou aliviar dos mesmos, sendo inclusivamente, previsível que estes continuem a descer a curto e médio prazo.


   TECNICAMENTE:

   Coffee (Café): Não podia ser pior os aspecto técnico desta matéria-prima, depois de perder a directriz altista de médio prazo, que coincide com o nível actual da média móvel de 200 períodos, tem como próximo objectivo os 136 pontos no que respeita á cotação de preços no mercados de futuros. Cabe referir, que antes disso, no nível dos 145 pontos, poderá o preço encontrar um suporte temporal, embora sem muita importância.

   Sugar (Açúcar): Esta matéria está menos amarga que o café, embora se encontre na zona de confirmação da perda da média móvel dos 200 períodos, tem o próximo nível de suporte muito perto, nos 19 pontos. A figura técnica que desenvolve, tem fortes implicações baixistas com a perda do nível de 15,40  mas tal não deverá ter viabilidade dado o período temporal excessivo em que a mesma se desenvolveu, e porque tal a ser verdade, levaria o preço a baixo de zero.








terça-feira, 29 de maio de 2012

Análise - Índices EUA


   Esta semana estará marcada pela despedida do mês de Maio e as boas vindas ao mês de Junho. Em tão somente quatro dias para operar nos EUA, o mercado será bombardeado de dados macro-económicos e que em principio, as atenções estarão postas nos dados de sexta feira que farão referencia á criação de emprego. Emprego este que conjuntamente com os dados de crescimento, formam parte dos objectivos previstos pelo G8 á poucas semanas atrás.
   Naquela ocasião, os economistas anteciparam que em Maio se criaram 155.000 postos de trabalho naquele país, ainda que de acordo com outros dados, a taxa de desemprego prevê-se inalterada nos 8,1%.

   Na quinta-feira, publica-se a revisão do Produto Interno Bruto referente ao primeiro trimestre de 2012, em que se antecipa um crescimento de 1,9%. No que respeita aos mesmos dados do último trimestre de 2011, a leitura foi de 2,2%. Com respeito aos dados deflatores de preços ligados ao PIB e dados de consumo pessoal, não se esperam muitas alterações, sendo que a expectativa estará em que seja de 1,5% e 2,9% respectivamente.
   
   No que diz respeito ao consumo, conhecer-se-ão os encaixes financeiros e gastos pessoais referentes a Abril, com um aumento estimado de 0,3% em ambos os casos, e por outro lado as vendas de Automóveis nos Estados Unidos que poderiam alcançar os 11,2 milhões em Maio... quer isto dizer, mais 0,7% que em Abril. Este ultimo dado está muito relacionado com a confiança do consumidor, pois se estes não se sentirem optimistas com a sua situação laboral, os salários, a evolução dos preços e a economia em geral, muito provavelmente não se atrevam a trocar de carro, e menos ainda se para isso necessitarem de financiamento.

   Devido ás incertezas da economia global e um menor optimismo da parte dos Norte Americanos com respeito ao estado das suas finanças pessoais, estas mantiveram-se inalterados no seu índice de confiança de Abril, no entanto espera-se que este suba pela primeira vez  em três meses para 70 pontos com respeito a Maio.

   O sector imobiliário soma e segue acumulando alegrias naquele continente, pois a semana passada obtiveram a confirmação de que se venderam mais casas novas e um maior aumento em dois anos de vendas de casas em segunda mão. Para esta semana, os dados do índice de preços das casas de S&P-Case/Shiller nas 20 maiores metrópoles dos EUA, confirmarão ou não o que se espera ser de 0,7% de crescimento. de se confirmar tais esperanças, teriam dois meses consecutivos de subidas desde Abril/Maio de 2010.
   Também se conhecerão os dados referentes a vendas pendentes de casas e gastos de construção, que segundo parece, subirá 0,4% em Abril. A diminuição de execuções hipotecárias nos EUA, impulsionou os preços das casas usadas no mês passado, mostrando assim sinais de recuperação neste que é considerado o sector mais vulnerável e problemático desde a recessão de 2007/2009.

   No sector industrial, esperam-se os dados do Índice das manufacturas do FED de Dallas, o PMI de Chicago, com uma leitura estimada de 57,5 pontos em Maio. Finalmente, o ISM Industrial em Abril atingiu o seu nível mais alto em 9 meses devido a um aumento dos componentes de produção, emprego e novas encomendas.

Nos EUA existem factores que nos fazem ser optimistas ou ter alguma esperança. São eles o volume vendedor decrescente que se verificou nos últimos dias de transacções da passada semana. Todos eles respeitaram as figuras envolventes do inicio da semana passada, com maior destaque para o RUSSEL2000 que procurou apoio na media móvel de 200 períodos. Outro factor bastante positivo é que se recorrermos aos primórdios da analise técnica, sabemos de Charles Dow, para verificar a veracidade de uma tendência, contrastava os movimentos produzidos do Dow Jones Industrial com o Dow Jones de Transportes. Este ultimo realiza uma figura de volta em V, que poderá antecipar o inicio dos já esperados ressaltos para os mercados financeiros.
   O Rácio PUT/CALL já antecipa este cenário para o curto prazo, e o Índice VIX de volatilidade, confirmá-lo-á com a perda do suporte do nível 20. Outro indicador muito importante é o T-Bond a 30 anos do EUA, que começa a denunciar alguma descarga de papel e divergências importantes nos osciladores. Uma vez que este anda contrario ás bolsas, a ver vamos.